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Contrafilé em destaque: conheça os cortes que transformam seu churrasco

Tomas Rangel /Divulgação
Tomas Rangel /Divulgação

O churrasco, paixão nacional e ritual gastronômico que une famílias e amigos, ganha ainda mais sabor e sofisticação com a escolha dos cortes certos. Entre as opções mais versáteis e apreciadas, o contrafilé se destaca como uma verdadeira joia da culinária bovina, capaz de oferecer uma gama impressionante de texturas e sabores. Este corte, fundamental no universo do boi, é a origem de algumas das peças mais cobiçadas nas grelhas brasileiras e internacionais.

Com sua localização estratégica entre o acém e a alcatra, conforme apontado por especialistas como a Embrapa, o contrafilé é a base para uma variedade de cortes que atendem a diferentes paladares e preparos. Da suculência do bife ancho à imponência do tomahawk, passando pela clássica bisteca fiorentina, entender as particularidades de cada um é um passo essencial para elevar a experiência do seu churrasco e explorar todo o potencial dessa carne nobre.

A essência do contrafilé: versatilidade e localização

O contrafilé é reconhecido por sua extensão e pela capacidade de gerar cortes com e sem osso, cada um com características únicas. Sua posição no boi, na parte superior do animal, confere-lhe uma combinação de maciez e sabor que o torna ideal para diversos métodos de cocção, especialmente a grelha. A versatilidade desse músculo permite que ele seja desmembrado em peças que se tornaram ícones da gastronomia mundial.

A riqueza do contrafilé reside não apenas em sua carne magra, mas também na presença de gordura entremeada, conhecida como marmoreio, e em capas de gordura externa que contribuem para a suculência e o sabor. A qualidade e a distribuição dessa gordura podem variar significativamente, sendo influenciadas por fatores como a raça do animal – com Angus e Wagyu apresentando maior predisposição genética – e sua dieta, que, quando rica em grãos, favorece um melhor acabamento.

Ancho e chorizo: clássicos com identidades distintas

Do contrafilé surgem dois dos bifes mais populares e saborosos: o bife ancho e o bife chorizo. O ancho, cujo nome de origem espanhola significa “largo”, é retirado da parte dianteira do contrafilé, próximo às costelas. Também conhecido como filé de costela, ele é apreciado por sua maciez e pelo marmoreio acentuado, sendo ideal para ser preparado em bifes mais altos, com cerca de 4 cm de espessura.

Uma característica marcante do ancho é a faixa de gordura interna que o divide em duas porções distintas: o ojo de bife, a parte maior e mais tenra, e a ceja ou ribeye cap, uma capa com fibras mais marcadas, que muitos consideram a parte mais nobre do corte. Já o chorizo, proveniente da parte central do contrafilé, diferencia-se pela capa de gordura externa, similar à da picanha. Quando cortado no sentido do comprimento, a favor das fibras, ele se transforma no bife de tira, com aproximadamente 3 cm de espessura, um favorito em muitos churrascos.

Prime rib e tomahawk: o espetáculo dos cortes com osso

Para quem busca um visual impactante na grelha, o prime rib e o tomahawk são escolhas certeiras. Ambos vêm da parte dianteira do contrafilé e são servidos com o osso, que não só adiciona sabor durante o cozimento, mas também confere uma apresentação espetacular. A principal distinção entre eles reside no tamanho do osso: o prime rib apresenta um osso mais curto, enquanto o tomahawk se destaca pelo osso longo, que pode atingir cerca de 30 cm, lembrando o machado dos povos indígenas norte-americanos.

Embora o tomahawk seja visualmente impressionante e chame a atenção em qualquer mesa, é importante considerar que parte do seu custo está atrelada ao peso do osso. O prime rib, por sua vez, faz referência às primeiras costelas de onde é retirado, oferecendo uma experiência igualmente saborosa com um osso mais discreto. Ambos são apresentados com o osso limpo, sem carne ao redor, evidenciando a beleza do corte.

T-bone, porterhouse e bisteca fiorentina: a nobreza da traseira

A parte mais traseira do contrafilé é o berço de cortes que combinam diferentes músculos em uma única peça, proporcionando uma experiência gastronômica rica e complexa. O t-bone e o porterhouse são exemplos clássicos, caracterizados pelo osso em formato de “T” que separa o contrafilé do filé-mignon. A diferença entre eles está na espessura e na quantidade de filé-mignon: o t-bone possui uma porção menor, enquanto o porterhouse, retirado mais próximo da traseira, apresenta uma área maior e costuma ser mais espesso.

A bisteca fiorentina, um ícone da culinária toscana, na Itália, também provém dessa região posterior do boi, incorporando uma pequena porção da alcatra. Famosa mundialmente graças a açougueiros como Dario Cecchini, que a transformou em um símbolo cultural, a bisteca fiorentina é única por oferecer três texturas distintas em uma só peça: contrafilé, filé-mignon e alcatra. Cada animal rende apenas duas unidades desse corte exclusivo, tornando-o uma iguaria para os verdadeiros apreciadores de carne.

Conhecer a origem e as características de cada corte do contrafilé não é apenas uma questão de curiosidade, mas uma ferramenta para fazer escolhas mais informadas e desfrutar ao máximo do prazer de um bom churrasco. Seja para um almoço em família ou uma celebração especial, o contrafilé oferece opções para todos os gostos e ocasiões, reafirmando seu lugar de destaque na mesa brasileira.

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