O cenário político brasileiro começa a se aquecer com a proximidade das eleições de 2026. Neste final de semana, o presidente Lula (PT) e o empresário Renan Santos (Missão) marcam o início oficial da corrida presidencial ao realizarem suas convenções partidárias. Esses eventos são cruciais para a formalização das candidaturas e para a definição das estratégias que moldarão o debate público nos próximos meses, sinalizando os primeiros passos de uma disputa que promete ser intensa.
As convenções, que se estendem por todo o país, são momentos-chave onde os partidos oficializam seus postulantes aos cargos em disputa. A antecipação de alguns desses encontros, como os de Lula e Renan Santos, reflete a urgência e a importância que as legendas atribuem à organização de suas chapas e à comunicação de suas propostas ao eleitorado.
A Largada das Convenções Partidárias
No domingo, dia 2 de agosto, o Partido dos Trabalhadores (PT) realizará sua convenção em São Paulo para confirmar a candidatura de Lula à reeleição. O atual presidente buscará seu quarto mandato, novamente com Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Essa chapa, fruto de uma aliança consolidada, é, até o momento, a única oficialmente formada por uma coalizão partidária para a disputa presidencial.
A trajetória política de Lula é marcada por vitórias significativas, tendo sido eleito presidente pela primeira vez em 2002, reeleito em 2006 e retornando ao cargo em 2022, em uma disputa acirrada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sua busca por um novo mandato reflete a continuidade de um projeto político e a tentativa de consolidar as políticas implementadas em seu governo atual.
Já no sábado, 1º de agosto, também na capital paulista, o empresário Renan Santos fará sua estreia em uma eleição presidencial. Representando o partido Missão, que também é um novato nas urnas, Santos teve seu nome confirmado como postulante à presidência em 20 de julho, durante um evento online. A decisão de antecipar a convenção de Renan Santos foi motivada por razões de segurança, visando garantir o apoio da Polícia Federal durante a campanha, um direito assegurado a todos os candidatos.
O Calendário Eleitoral e os Primeiros Movimentos
As convenções partidárias foram liberadas a partir de 20 de julho e devem ser realizadas até 5 de agosto. Após essa etapa, as candidaturas precisam ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Esse período é crucial para que os partidos organizem suas chapas e definam os números que seus candidatos utilizarão nas urnas, um detalhe que, embora pareça menor, é fundamental para a identificação do eleitor.
A movimentação política é intensa, e outros nomes já realizaram ou agendaram suas convenções, demonstrando a efervescência do cenário pré-eleitoral. Entre os presidenciáveis que já se manifestaram ou estão prestes a fazê-lo, destacam-se:
- Flávio Bolsonaro (25/7)
- Ronaldo Caiado (26/7)
- Samara Martins (26/7)
- Romeu Zema (27/7)
- Leonardo Avalanche (28/7)
- Hertz Dias (31/7)
- Rui Costa Pimenta (1º/8)
- Edmilson Costa (1º/8)
Como explica Guilherme Barcelos, especialista em Direito Eleitoral e sócio do escritório Barcelos Alarcon Advogados, a convenção é um passo indispensável.