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Bienal do Livro cobra explicações da editora Fruto Proibido por beijos de mascarados em jovens

Bienal do Livro cobra explicações da editora Fruto Proibido por beijos de mascarados em jovens
Foto: Reprodução/X

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, um dos eventos literários mais aguardados do calendário cultural brasileiro, viu sua 28ª edição ser marcada por uma polêmica inesperada. A organização do evento notificou formalmente a Editora Fruto Proibido após a circulação de vídeos nas redes sociais que mostravam homens mascarados, caracterizados como o personagem Ghostface, da franquia de terror Pânico, protagonizando cenas de interação física com jovens dentro do estande da editora.

Contexto e repercussão do caso

O episódio ocorreu entre os dias 4 e 6 de outubro, na capital paulista. As imagens, que rapidamente viralizaram, exibiam os mascarados em situações de contato físico, incluindo beijos e interações que foram classificadas pela organização como inadequadas. O conteúdo gerou um debate intenso sobre os limites das ações de marketing em eventos voltados ao público jovem, especialmente considerando que o estande em questão é especializado em dark romance, um subgênero literário que explora temas densos, obsessão e narrativas psicológicas complexas.

Em nota oficial, a organização da Bienal foi enfática ao declarar que o ocorrido não integrava a programação oficial, nem contava com qualquer tipo de autorização ou incentivo por parte do evento. A instituição reforçou que não compactua com condutas que fujam das diretrizes de segurança e respeito, reafirmando seu compromisso em manter um ambiente acolhedor para todos os visitantes, autores e profissionais do mercado editorial.

Posicionamento da editora

Diante da repercussão negativa, a Editora Fruto Proibido utilizou suas redes sociais para se manifestar. Em comunicado publicado no Instagram, a empresa negou categoricamente ter contratado, convidado ou solicitado a presença dos homens mascarados. Segundo a editora, a presença dos indivíduos ocorreu de forma espontânea e, em um primeiro momento, foi interpretada pela equipe como uma interação de descontração com o público presente.

A empresa admitiu que, ao perceber que a situação tomava proporções diferentes do esperado, passou a solicitar a identificação dos envolvidos. A editora lamentou o episódio e afirmou que não endossa as atitudes atribuídas aos mascarados. Como desdobramento, a Fruto Proibido informou que pretende adotar critérios mais rigorosos para futuras interações e gravações realizadas em seus espaços, visando evitar novos incidentes que possam comprometer a imagem da marca e o bem-estar dos leitores.

O fenômeno do dark romance

O caso traz à tona a crescente popularidade do dark romance, um gênero que tem conquistado legiões de fãs, especialmente entre o público jovem nas redes sociais. Com tramas que frequentemente abordam anti-heróis e situações de conflito psicológico, o gênero é conhecido por trazer alertas de gatilho explícitos. A popularidade dessas obras, muitas vezes impulsionada por comunidades digitais, cria um cenário onde a linha entre a ficção literária e as ações de marketing performáticas pode se tornar tênue, exigindo maior cautela dos expositores em grandes eventos públicos.

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