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Carros elétricos: governo renova cota zero para importação e mira fortalecimento da indústria

Pozzebom/ Agência Brasil
Pozzebom/ Agência Brasil

Carros elétricos: governo renova cota zero para importação e mira fortalecimento da indústria

O governo federal oficializou a renovação, por um período de seis meses, das cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados que chegam ao Brasil nos regimes de desmontagem, conhecidos tecnicamente como CKD (Completely Knocked Down) e SKD (Semi Knocked Down). A decisão, anunciada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, busca equilibrar a necessidade de preços mais competitivos para o consumidor final com o estímulo à instalação de novas plantas industriais no território nacional.

automotivo: cenário e impactos

A medida, que entra em vigor a partir de 1º de julho do próximo ano, estabelece um teto de US$ 463 milhões para a importação desses veículos sob regime especial. O objetivo central é permitir que montadoras que estão em processo de estruturação de fábricas no Brasil — com unidades já em operação ou em fase de implementação em estados como São Paulo e Bahia — consigam manter o fluxo de oferta enquanto consolidam a produção local de modelos híbridos e híbridos flex.

Estratégia para a transição industrial

Durante sua participação no programa Bom dia, ministro, Márcio Elias Rosa destacou que a presença de veículos elétricos nas ruas brasileiras já é uma realidade consolidada. Segundo o gestor, a manutenção da cota não representa um prejuízo à produção nacional, mas sim uma estratégia de transição. O governo aposta que o incentivo à montagem local gerará um efeito cascata positivo na economia, impulsionando a geração de empregos e a renda em setores estratégicos da cadeia automotiva.

Apesar da flexibilidade nas cotas, o governo mantém uma postura firme quanto à proteção da indústria doméstica. O ministro reforçou que o acesso a linhas de financiamento e instrumentos de fomento está condicionado à fabricação efetiva no Brasil. Essa política visa evitar que o país se torne apenas um mercado consumidor de produtos acabados, incentivando, em vez disso, a transferência tecnológica e a nacionalização de componentes.

O desafio das tarifas e o cronograma de elevação

A decisão ocorre em um cenário de debate intenso com o setor produtivo. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) manifestou preocupações, argumentando que a manutenção das cotas de importação com alíquota zero pode gerar desequilíbrios competitivos, afetando fabricantes já estabelecidos e a rede de fornecedores de autopeças nacionais. Em resposta, o governo sustenta que o cronograma de elevação das tarifas de importação segue inalterado, garantindo uma previsibilidade de longo prazo para o mercado.

O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) confirmou que, a partir de julho, a tarifa para veículos semidesmontados (SKD) subirá para 35%. Para os modelos desmontados (CKD), a alíquota permanece em 14% até o final de 2026, com um salto para 35% previsto para janeiro de 2027. Essa trajetória tarifária é vista pelo governo como o caminho necessário para que, em breve, a totalidade dos veículos importados esteja sujeita a uma alíquota de 35%, nivelando a competição com a indústria local.

Para o consumidor, o cenário exige atenção constante às mudanças do mercado automotivo. O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos dessa política industrial e os impactos diretos no bolso dos brasileiros. Continue conectado ao nosso portal para análises aprofundadas sobre economia, tecnologia e os movimentos que moldam o futuro do Brasil.

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