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Augusto Cury reage a ataques após subir nas pesquisas e ironiza apelido de adversário

Augusto Cury reage a ataques após subir nas pesquisas e ironiza apelido de adversário
1 de 1 Augusto Cury (Avante) aparece como 3º colocado na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (2) — Foto: Marina Uezima/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, afirmou nesta quarta-feira (2) que sua campanha tem sido alvo de uma onda de ataques nas redes sociais, movimento que ele associa diretamente ao seu crescimento nas intenções de voto. O escritor, que figura isolado na terceira posição em levantamento recente, defendeu que o foco do debate eleitoral deve ser a apresentação de propostas concretas para o país.

Crescimento nas pesquisas e o embate com adversários

O cenário eleitoral, segundo a última pesquisa Quaest, aponta Lula na liderança com 37%, seguido por Flávio Bolsonaro com 29%. Augusto Cury aparece na sequência, com 10% das intenções de voto, distanciando-se de nomes como Renan Santos (3%), Ronaldo Caiado (1%) e Romeu Zema (1%). O levantamento considera um cenário de primeiro turno com 12 candidatos, excluindo Pablo Marçal, que se encontra inelegível.

Durante visita à Federação Israelita do Estado de São Paulo, Cury comentou a postura de seus oponentes. Ao ser questionado sobre o apelido de “pastel de vento” utilizado por Renan Santos para questionar a densidade de suas propostas, o candidato adotou um tom conciliador e irônico. “Eu fico feliz que nós temos adversários, não temos inimigos. Eu gosto muito de pastel. Acho uma delícia”, declarou, reforçando que prefere manter o respeito mútuo em vez de entrar em ofensas pessoais.

Propostas econômicas e o futuro do BNDES

Aproveitando o espaço para detalhar seu plano de governo, o candidato do Avante reiterou uma de suas principais bandeiras econômicas: a reestruturação do BNDES. A proposta consiste em dividir a atuação da instituição em duas frentes distintas logo na primeira semana de gestão. Segundo o presidenciável, o objetivo é separar o banco voltado para grandes corporações daquele focado em micro e pequenas empresas, visando fomentar o empreendedorismo em comunidades e escolas públicas.

O candidato atribuiu o seu desempenho nas urnas a uma mobilização espontânea de seus apoiadores. Ele destacou que, apesar de contar com uma equipe de campanha reduzida, o engajamento popular tem sido o motor para sustentar sua candidatura e levar suas ideias a um público mais amplo.

Posicionamento sobre o STF e transparência pública

Além da agenda econômica, Augusto Cury abordou temas sensíveis do cenário político nacional, especificamente sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O candidato defendeu que o magistrado deve prestar esclarecimentos à sociedade após um relatório da Polícia Federal indicar uma relação próxima com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, atualmente preso sob acusação de fraudes bilionárias.

Embora tenha defendido que o ministro deveria deixar o cargo ou enfrentar um processo de impeachment caso irregularidades sejam comprovadas, Cury evitou pedir um afastamento imediato. “Quem vai julgar é a Justiça. Meu posicionamento é claro, convicto, porque cargo público é sério”, afirmou. O presidenciável garantiu que, em um eventual governo sob sua gestão, não haverá “blindagem” para autoridades, independentemente do cargo ocupado. Para conferir os dados detalhados da pesquisa citada, acesse o portal oficial de notícias.

O M1 Metrópole segue acompanhando de perto os desdobramentos da corrida eleitoral e os principais movimentos dos candidatos. Continue conosco para se manter informado com análises, dados atualizados e uma cobertura completa sobre os rumos do Brasil nas próximas eleições.

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