PUBLICIDADE

Atropelamento fatal em Mauá: funcionária pública morre e família clama por justiça em caso de racha

carro em Mauá Arquivo Pessoal Uma funcionária pública de 44 anos morreu na últim
Reprodução G1

A Grande São Paulo foi palco de uma tragédia que resultou na morte de Priscila Meneses Cabral, uma funcionária pública de 44 anos, após ser atropelada na Avenida Capitão João, em Mauá. O incidente, ocorrido na madrugada de 31 de maio, culminou no falecimento de Priscila quatro dias depois, em 4 de junho, e tem mobilizado familiares e amigos em uma intensa campanha por justiça, levantando a suspeita de que o motorista envolvido estaria participando de um racha.

O caso ganhou repercussão pela gravidade das circunstâncias e pela fuga de um dos veículos supostamente envolvidos, reacendendo o debate sobre a segurança no trânsito e a impunidade em acidentes causados por imprudência. A comoção é grande, e a família de Priscila, que deixou duas filhas, de 11 e 20 anos, exige respostas e a devida responsabilização dos culpados.

Detalhes da tragédia na Avenida Capitão João

O boletim de ocorrência, registrado no 1º Distrito Policial de Mauá, detalha que o atropelamento aconteceu por volta das 3h04 do dia 31 de maio, na altura do número 1.031 da Avenida Capitão João. Priscila e seu namorado haviam saído de um bar e se preparavam para ir embora quando o carro apresentou problemas na bateria.

O namorado de Priscila relatou às autoridades que se afastou por alguns instantes para buscar ajuda, com o objetivo de empurrar o veículo. Enquanto isso, Priscila aguardava no local. Pouco tempo depois, um forte estrondo alertou o companheiro, que, ao retornar sua atenção para a avenida, encontrou Priscila caída, vítima de um atropelamento brutal.

A suspeita de racha e a fuga de um dos veículos

No local do acidente, policiais militares encontraram dois veículos danificados, incluindo o carro que atingiu Priscila. Contudo, testemunhas ouvidas por moradores e pela própria família da vítima apontaram a presença de um terceiro automóvel, uma BMW azul, que teria desempenhado um papel crucial na dinâmica do atropelamento.

Segundo esses relatos, o motorista da BMW estaria trafegando em alta velocidade e, de forma irresponsável, deixou o local sem prestar socorro à vítima. O condutor do carro que atropelou Priscila, por sua vez, afirmou no boletim de ocorrência que seguia no sentido bairro-centro quando foi ultrapassado pela BMW, que teria invadido a contramão em alta velocidade. Ele alegou ter tentado frear, mas perdeu o controle da direção, atingindo Priscila e outro veículo estacionado. O motorista do carro que atropelou Priscila ressaltou que foi ele quem acionou a unidade de Resgate.

A Polícia Civil de Mauá está investigando a fundo a denúncia de que os dois veículos estariam participando de um racha, uma prática ilegal e extremamente perigosa que coloca em risco a vida de pedestres e outros motoristas. A confirmação dessa hipótese pode agravar significativamente a situação legal dos envolvidos.

A luta pela vida e o luto da família

Após o atropelamento, Priscila Meneses Cabral foi socorrida e internada com fraturas nas pernas e um traumatismo craniano grave. Durante quatro dias, ela lutou pela vida, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito na quarta-feira, 4 de junho. Seu velório foi realizado no sábado, 6 de junho, e o enterro ocorreu no domingo, 7 de junho, em Ribeirão Pires, sob forte comoção.

A perda de Priscila deixou um vazio imenso em sua família, especialmente para suas duas filhas. Amigos e parentes descrevem Priscila como uma pessoa alegre e querida por todos, o que intensifica a dor e a indignação diante da forma trágica como sua vida foi interrompida.

Campanha por justiça e o clamor social

Diante da dor e da busca por respostas, familiares e amigos de Priscila lançaram a campanha

Leia mais

PUBLICIDADE