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Ateliê de noivas falta a reunião no Procon-sp em meio a denúncias de estelionato

Ateliê de noivas falta a reunião no Procon-sp em meio a denúncias de estelionato
Foto: Arquivo pessoal

A crise envolvendo o ateliê My Vintage Dress, localizado em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, atingiu um novo patamar de tensão nesta quinta-feira (3). Representantes da empresa, que é alvo de uma enxurrada de reclamações por não entregar vestidos de noiva nem realizar reembolsos, não compareceram à reunião convocada pelo Procon-SP. O encontro tinha como objetivo exigir explicações sobre a falha na prestação de serviços que tem deixado dezenas de mulheres sem o traje para o dia do casamento.

Segundo o órgão de defesa do consumidor, a empresa foi devidamente notificada, mas permaneceu incomunicável. As tentativas de contato via endereço comercial, canais digitais e contatos dos responsáveis não obtiveram resposta. O Procon-SP informou que está em diálogo com as consumidoras e instituições financeiras para tentar minimizar os prejuízos e que dará prosseguimento a medidas sancionatórias contra o estabelecimento.

Investigação policial e repercussão social

O cenário de incerteza escalou para a esfera criminal. Na quarta-feira (2), a Polícia Civil confirmou que o caso está sendo investigado como estelionato. O 14º Distrito Policial de Pinheiros centraliza as ocorrências, que também podem ser registradas por meio da Delegacia Eletrônica. A autoridade policial analisa os relatos para encaminhar as providências cabíveis, enquanto o caso ganha contornos de drama social, com noivas recorrendo às redes sociais para expor a angústia de estarem a poucos dias da cerimônia sem o vestido contratado.

A situação gerou tumulto na sede física da loja. Na segunda-feira (31), um grupo de clientes compareceu ao local para cobrar explicações, resultando em uma entrada coletiva que a empresa classificou como não autorizada. No dia seguinte, a Polícia Militar foi acionada após novas manifestações de noivas e familiares em frente ao ateliê. Vídeos das clientes emocionadas e em busca de soluções circularam amplamente na internet, evidenciando o impacto emocional do descumprimento contratual.

Justificativas da empresa e o impacto na produção

Em comunicados anteriores, a proprietária da My Vintage Dress, Camila Rossi, atribuiu os problemas a um volume excepcional de pedidos e desafios operacionais. A defesa, representada pela advogada Thaís Brito, alegou que a loja buscou elevar a qualidade das peças, o que teria comprometido o ritmo de entrega. A empresa sustenta que o fechamento temporário para novas vendas foi uma estratégia para concentrar esforços nos pedidos já em andamento.

A proprietária afirmou ainda que o tumulto presenciado no início da semana prejudicou a continuidade do trabalho. Segundo ela, a confusão assustou a equipe e interrompeu a produção em um momento crítico, forçando a retirada de peças do local por questões de segurança. A empresa nega o encerramento definitivo das atividades e pede que as clientes aguardem contato, embora a ausência na reunião do Procon-SP tenha gerado ainda mais descrédito entre as consumidoras afetadas.

O M1 Metrópole segue acompanhando o desenrolar desta investigação e os desdobramentos jurídicos que envolvem os direitos das consumidoras. Para se manter informado sobre este e outros temas de relevância social, continue acompanhando nossa cobertura diária, pautada pelo compromisso com a apuração rigorosa e a transparência informativa.

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