A produção nacional de organismos aquáticos em áreas de domínio federal alcançou o maior patamar já documentado desde o início da série histórica em 2019. O setor registrou um avanço expressivo ao longo do período, consolidando a importância estratégica do aproveitamento sustentável dos recursos hídricos públicos para a economia nacional, conforme dados oficiais divulgados pela Agência Brasil.
O avanço consolidou a marca de 179,6 mil toneladas de organismos aquáticos cultivados, o que representa um crescimento de 20,9% em comparação com o ciclo anterior. Essa expansão reflete tanto o aumento na concessão de espaços públicos quanto o interesse crescente de produtores na atividade em reservatórios e grandes rios federais.
Avanço na produção da aquicultura
A atividade movimentou cerca de R$ 1,47 bilhão em Valor Bruto da Produção e foi responsável pela criação de 4.239 postos de trabalho diretos em várias regiões do país. O levantamento oficial detalha que a piscicultura continental liderou de forma absoluta, respondendo por 94,5% de todo o volume colhido.
Dentro desse segmento, a tilápia do Nilo manteve a hegemonia como o principal produto cultivado, alcançando aproximadamente 168 mil toneladas. Além dos peixes, o setor abrangeu a malacocultura, voltada para moluscos, e a algicultura, demonstrando a diversidade produtiva viabilizada nas águas federais.
Liderança regional e estados destaques
Geograficamente, a Região Sudeste assumiu a ponta do ranking nacional ao somar 94,8 mil toneladas, concentrando mais da metade de todo o volume gerado no território brasileiro. O Nordeste ocupou a segunda posição, seguido pelas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte.
No recorte por estados, São Paulo sobressaiu na liderança isolada com 64,5 mil toneladas, seguido de perto por Minas Gerais e pelo Paraná. A expansão também é medida pelo avanço nos contratos de cessão de uso, que saltaram de 1.422 para 1.551 acordos vigentes.
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