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Eleitor associa mais Lula a apostas online, mas tema não é decisivo para o voto, aponta pesquisa

Eleitor associa mais Lula a apostas online, mas tema não é decisivo para o voto, aponta pesquisa
11.jul.26/Agência Brasil

Uma pesquisa recente da More in Common/Ipsos-Ipec revela uma complexa percepção do eleitorado brasileiro sobre a responsabilidade pelo avanço das apostas online, popularmente conhecidas como bets. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja mais associado ao fenômeno do que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o estudo indica que o tema, por si só, não se configura como um fator determinante na decisão de voto para as eleições de 2026.

Os dados, coletados entre 4 e 8 de julho com 2.000 pessoas em 130 municípios, trazem à tona nuances sobre como a população enxerga a atuação dos governos frente a um setor em franca expansão no país. A margem de erro geral da pesquisa é de dois pontos percentuais, o que confere robustez aos achados.

A percepção do eleitorado sobre a responsabilidade política

O levantamento aponta que 18% dos entrevistados atribuem a expansão das bets à gestão petista, enquanto apenas 4% associam o fenômeno ao governo Bolsonaro. Contudo, a maioria dos brasileiros não isola um único responsável: 33% culpam ambas as gestões, e 35% afirmam que a responsabilidade não recai sobre nenhuma delas. Outros 10% não souberam ou não quiseram responder.

Essa tendência de responsabilizar mais a atual gestão se manifesta até mesmo entre os próprios eleitores de Lula. Nesse segmento, 14% veem o governo petista como responsável, contra 8% que culpam a gestão Bolsonaro. Para os eleitores do ex-presidente, a percepção é ainda mais acentuada: 28% atribuem a Lula a culpa pela expansão das bets, e apenas 3% ao governo de seu pai. Nesses recortes específicos, a margem de erro é de quatro pontos percentuais.

Entre aqueles que declaram voto em outros candidatos, brancos ou nulos, a diluição da responsabilidade é ainda maior. Cerca de 15% culpam o governo Lula, e 2% atribuem a Bolsonaro. No entanto, 32% não veem culpa em nenhuma das gestões, e 42% culpam ambas igualmente, com 10% que não souberam responder.

O histórico da regulamentação das apostas no Brasil

Para compreender a complexidade dessa percepção, é fundamental revisitar o histórico da legalização e regulamentação das apostas online no Brasil. O marco inicial é anterior aos dois governos citados na pesquisa. Em julho de 2018, o então presidente Michel Temer (MDB) editou uma medida provisória que abriu caminho para a operação das bets no país. Em 12 de dezembro do mesmo ano, pouco antes da posse de Bolsonaro, essa medida foi convertida na Lei 13.756.

A legislação original estabelecia um prazo de até quatro anos para a regulamentação detalhada das atividades, ou seja, até dezembro de 2022. No entanto, o governo Bolsonaro não cumpriu esse prazo, e as apostas online operaram durante esse período em um limbo legal: eram permitidas, mas sem regras específicas que pudessem garantir a fiscalização, a segurança dos apostadores e a arrecadação adequada de impostos. Esse cenário gerou o que especialistas chamam de

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