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Anvisa planeja aprovar oito novas canetas emagrecedoras até o fim de 2026

Anvisa planeja aprovar oito novas canetas emagrecedoras até o fim de 2026
Karime Xavier/Folhapress

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) traçou uma estratégia ambiciosa para o mercado farmacêutico brasileiro até o final de 2026. Com o objetivo de ampliar o acesso da população a tratamentos de controle de peso e combater a proliferação de produtos irregulares, o órgão regulador prevê a aprovação de mais oito canetas emagrecedoras. A medida faz parte de um esforço contínuo para fomentar a concorrência no setor e reduzir os preços praticados nas farmácias.

Estratégia de expansão e concorrência no mercado

O plano de priorização, que teve início em agosto do ano passado, contemplou um edital com 24 pedidos de registro. Até o momento, o balanço da agência indica que seis medicamentos já foram aprovados, enquanto cinco solicitações foram negadas por não atenderem aos critérios técnicos exigidos. Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, o Brasil detém hoje o maior número de canetas emagrecedoras regularizadas entre as principais agências globais.

Para dar vazão à demanda, a autarquia implementou um modelo de avaliação otimizada. Nessa estrutura, equipes técnicas realizam a análise simultânea de múltiplos processos, garantindo agilidade sem comprometer o rigor científico necessário para a segurança do paciente. A expectativa é que, com a entrada de novos fabricantes autorizados, o mercado brasileiro se torne mais competitivo, forçando uma queda nos valores cobrados pelos tratamentos.

Combate ao mercado ilegal e produtos do Paraguai

Um dos pilares centrais da nova política da Anvisa é o enfrentamento direto ao comércio de produtos contrabandeados, especialmente aqueles provenientes do Paraguai. A agência tem observado com preocupação a promoção de substâncias sem registro por figuras públicas, incluindo influenciadores digitais e celebridades, que utilizam redes sociais para divulgar laboratórios estrangeiros que não possuem autorização de funcionamento no Brasil.

Para conter esse avanço, a Anvisa reforçou a fiscalização em toda a cadeia de suprimentos, incluindo farmácias de manipulação, distribuidoras e importadores de insumos farmacêuticos ativos. A estratégia é clara: ao oferecer alternativas seguras, testadas e aprovadas pelos órgãos de saúde, a agência busca esvaziar o espaço ocupado pelo mercado paralelo, que coloca em risco a integridade dos consumidores.

Cronograma de análises e próximos passos

O cronograma de trabalho da agência segue em ritmo acelerado. Atualmente, 13 pedidos de registro estão sob análise técnica. Um desses processos deve ser concluído ainda neste mês, com boas perspectivas de autorização. Outros sete processos, iniciados no segundo semestre, têm previsão de encerramento até dezembro.

Além disso, cinco solicitações adicionais aguardam o início da avaliação, devendo integrar a fila de análise nos próximos meses ou no início de 2027. A Anvisa reforça que a regularização é o único caminho para garantir que o paciente tenha acesso a um produto com eficácia comprovada e procedência garantida. Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras pautas sobre saúde pública e regulação, continue acompanhando o M1 Metrópole, seu portal de referência em informação relevante e atualizada.

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