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Anvisa autoriza primeiro genérico de semaglutida no mercado brasileiro

Anvisa autoriza primeiro genérico de semaglutida no mercado brasileiro
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou um marco importante para o mercado farmacêutico brasileiro ao conceder o registro do primeiro medicamento genérico à base de semaglutida. A decisão, publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (17), abre caminho para uma maior concorrência no segmento de tratamentos voltados ao controle glicêmico e à perda de peso, que ganharam enorme popularidade nos últimos anos.

Impacto no preço e acesso aos tratamentos

A chegada de uma versão genérica é acompanhada de uma expectativa de redução de custos para o consumidor. Pela legislação brasileira, o preço de um medicamento genérico deve ser, no mínimo, 35% inferior ao valor praticado pelo medicamento de referência. Considerando os valores de mercado atuais para tratamentos similares, estima-se que o novo produto possa ser comercializado em uma faixa significativamente mais acessível do que as opções de marca disponíveis hoje.

O registro foi concedido à farmacêutica EMS, que já havia obtido autorização para o Ozivy, medicamento que serve como parâmetro de eficácia e segurança para esta nova categoria. É importante ressaltar que, conforme as normas regulatórias, o genérico não possui nome comercial, sendo identificado apenas pelo princípio ativo. A medida segue o fim da exclusividade de patente da semaglutida, que ocorreu em 20 de março, encerrando o período em que a Novo Nordisk detinha o controle absoluto sobre a fabricação de medicamentos como o Ozempic e o Wegovy.

Diferenças entre genéricos e similares

Além do genérico da EMS, a Anvisa também registrou o medicamento Semaclique, produzido pela Germed. Diferente do genérico, este foi enquadrado na categoria de medicamento similar. A distinção é fundamental para o consumidor e para o farmacêutico: enquanto o genérico é intercambiável com o medicamento de referência — ou seja, pode substituir o original na farmácia —, o similar possui marca própria e nem sempre permite essa substituição direta, dependendo das normas da agência reguladora.

Como funcionam os análogos do GLP-1

A semaglutida pertence à classe dos análogos do GLP-1. Esses fármacos atuam mimetizando a ação de um hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano, que desempenha um papel crucial na regulação da glicose e na modulação dos mecanismos de saciedade no cérebro. Embora frequentemente associados ao emagrecimento, esses medicamentos têm indicação clínica primária para o tratamento do diabetes tipo 2.

É comum a confusão com outros medicamentos, como o Mounjaro, que utiliza a tirzepatida. Enquanto a semaglutida foca no receptor do GLP-1, a tirzepatida atua como um duplo agonista, estimulando tanto o GLP-1 quanto o GIP. A diversificação das opções no mercado brasileiro, com a entrada de genéricos e similares, reflete uma tendência global de expansão do acesso a terapias metabólicas avançadas.

Embora a aprovação seja um passo decisivo, o produto ainda não está disponível nas prateleiras das farmácias. O processo depende agora de etapas logísticas, definição de preço final e distribuição pelas redes de varejo. O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desta atualização regulatória e os impactos que a concorrência trará para o bolso do paciente brasileiro. Continue conosco para se manter informado sobre as principais movimentações da saúde e do cenário nacional.

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