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Anvisa ordena recolhimento de lote falsificado do medicamento Mounjaro após falha em série

Anvisa ordena recolhimento de lote falsificado do medicamento Mounjaro após falha em série
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu, nesta quinta-feira (30), uma determinação rigorosa para a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro. A medida, publicada no Diário Oficial da União, visa proteger a saúde pública diante da circulação de unidades que não possuem garantia de procedência ou eficácia, representando um risco direto aos consumidores que buscam o tratamento.

Identificação da fraude e riscos ao consumidor

O alerta foi disparado após a própria fabricante, a empresa Eli Lilly do Brasil Ltda., identificar uma irregularidade crítica no mercado. Embora o número de lote D881474 seja considerado legítimo e conste nos sistemas oficiais, o número de série associado a essas unidades específicas — 302199651396 — foi classificado como incompatível. Essa divergência indica que o produto em circulação não passou pelos controles de qualidade da indústria farmacêutica.

O Mounjaro, que utiliza a tirzepatida como princípio ativo, pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1. Esses fármacos, amplamente conhecidos como canetas emagrecedoras, ganharam enorme popularidade nos últimos anos, o que infelizmente tem atraído a atenção de redes criminosas voltadas para a falsificação de produtos de alto valor agregado.

Orientações para pacientes e profissionais

A recomendação da agência reguladora é taxativa: qualquer unidade do medicamento que apresente a combinação do lote D881474 com o número de série 302199651396 não deve ser distribuída, comercializada ou utilizada sob nenhuma circunstância. A utilização de medicamentos falsificados pode resultar em falha terapêutica, reações adversas graves ou até intoxicações, dado que a composição química e as condições de armazenamento desses itens são desconhecidas.

Para evitar cair em golpes, a Anvisa reforça que a população deve adotar medidas preventivas básicas:

  • Adquirir medicamentos exclusivamente em farmácias e drogarias regularizadas.
  • Exigir sempre a nota fiscal no ato da compra.
  • Verificar se a embalagem está íntegra e completa.
  • Desconfiar de preços excessivamente baixos ou canais de venda informais, como redes sociais.

Segurança e vigilância sanitária

Em nota oficial, o órgão regulador orientou que, caso um paciente ou profissional de saúde suspeite de falsificação, o produto não deve ser consumido. O passo imediato deve ser o contato direto com a empresa detentora do registro, a Eli Lilly, para a verificação da autenticidade através dos canais de atendimento ao consumidor. A resolução publicada reforça o compromisso da agência com a fiscalização constante do mercado farmacêutico brasileiro.

O combate à venda clandestina de medicamentos é um desafio contínuo para as autoridades brasileiras. Recentemente, ações policiais têm sido intensificadas para desarticular esquemas de comercialização irregular de canetas emagrecedoras, que muitas vezes operam em mercados paralelos sem qualquer controle sanitário. O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos deste caso e as ações de vigilância para garantir que você esteja sempre bem informado sobre saúde e segurança. Continue conosco para mais atualizações sobre este e outros temas relevantes para o seu dia a dia.

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