Uma forte tempestade que atingiu a região de Cotia, na Grande São Paulo, na última quinta-feira (10), transformou a rotina da Escola Estadual Sidrônia Nunes Pires. Vídeos compartilhados por estudantes nas redes sociais revelaram um cenário crítico: um dos acessos da unidade escolar ficou completamente alagado, forçando os alunos a criarem uma solução improvisada para conseguir transitar pelo local.
Improviso diante do alagamento
Nas imagens que circularam rapidamente pela internet, é possível observar o volume de água acumulado entre a escadaria e a entrada da escola. O fluxo intenso, comparado pelos próprios estudantes a um “córrego”, impediu a passagem convencional. Para evitar o contato direto com a água, os alunos utilizaram mesas escolares como uma espécie de ponte improvisada, equilibrando-se para atravessar o trecho inundado.
Apesar da gravidade da situação, o clima entre os jovens foi de descontração. Em um dos registros, uma estudante chega a comparar o volume de água que jorra de um cano com um chuveiro, enquanto outros alunos brincam chamando o espaço alagado de “piscina”. O episódio reflete a recorrência de problemas estruturais em unidades de ensino durante períodos de chuvas intensas no estado.
Posicionamento da Secretaria da Educação
Procurada para comentar o ocorrido, a Unidade Regional de Ensino (URE) Carapicuíba, responsável pela gestão da escola, emitiu uma nota oficial. Segundo o órgão, o vídeo registra apenas o “curso d’água que escorre em direção à caixa de drenagem em dias de chuva forte”.
A administração estadual garantiu que o incidente não comprometeu o funcionamento da unidade. De acordo com a URE, não houve qualquer impacto nas salas de aula, nas áreas administrativas ou nos demais espaços de convivência. A nota reforça que as atividades escolares seguiram seu cronograma normal, sem interrupções, e que a direção da escola permanece à disposição da comunidade para prestar esclarecimentos adicionais sobre a infraestrutura do prédio.
Desafios da infraestrutura escolar
O caso em Cotia reacende o debate sobre a manutenção preventiva de prédios públicos. A exposição de imagens como esta nas redes sociais funciona como um termômetro da insatisfação de pais e alunos com as condições de conservação das escolas. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo enfrenta frequentemente desafios relacionados ao escoamento de águas pluviais em construções mais antigas, que muitas vezes não comportam o volume de chuvas cada vez mais concentradas e intensas na região metropolitana.
O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos sobre a infraestrutura das escolas estaduais e o impacto das condições climáticas no cotidiano dos estudantes. Continue conosco para se manter informado sobre este e outros temas relevantes para a sua região, com a credibilidade e o compromisso jornalístico que você já conhece.