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Agentes dos EUA teriam assumido controle de aeroporto para saída de Flávio Bolsonaro

Agentes dos EUA teriam assumido controle de aeroporto para saída de Flávio Bolsonaro
Eva Marie Uzcategui - 28.out.26/Reuters

A atuação de autoridades estrangeiras em território sul-americano voltou ao centro das discussões diplomáticas e políticas após novas revelações da imprensa internacional. De acordo com informações publicadas pelo jornal argentino Clarín, agentes dos Estados Unidos teriam assumido temporariamente o controle de uma seção do aeroporto de Porto Iguaçu para assegurar a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. A manobra logística envolveria a contratação de aeronaves particulares e a coordenação direta com forças de segurança locais para garantir o êxito da operação.

Apoio logístico e mobilização de aeronaves particulares

Conforme os relatos veiculados pelo periódico argentino, representantes norte-americanos atuaram diretamente no suporte às equipes aeroportuárias locais, assumindo funções de controle de imigração e segurança. O planejamento da empreitada teria contado com a utilização de ao menos três jatos privados de alto custo operacional, posicionados na região para servir tanto ao transporte principal quanto a rotas alternativas com destino a Miami. A estratégia visava despistar qualquer tentativa de monitoramento oficial durante o deslocamento do político brasileiro para o exterior.

Investigações e relatos de outros veículos de imprensa internacional, como os jornais norte-americanos The New York Times e The Wall Street Journal, apontam conexões adicionais com figuras influentes do cenário político dos Estados Unidos. Segundo essas apurações, o estrategista político Jason Miller, conhecido por atuar como assessor de comunicação de Donald Trump, teria participado da articulação para viabilizar o avião particular utilizado na viagem após a derrota eleitoral de 2026.

Repercussão oficial e desmentidos diplomáticos

Diante da repercussão internacional das denúncias, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, veio a público para negar veementemente qualquer envolvimento direto ou facilitação por parte do governo norte-americano na saída do senador brasileiro. A manifestação oficial contrasta com os detalhes operacionais divulgados por publicações estrangeiras, que também mencionam o envolvimento político de aliados sul-americanos na execução do plano logístico na fronteira.

Ainda de acordo com o Clarín, a operação contou com suporte estratégico na Argentina, incluindo a mobilização do assessor Santiago Caputo, enviado à província de Misiones por determinação do presidente argentino Javier Milei. O esquema teria integrado manobras de desinformação, uso de veículos com placas trocadas para burlar postos de fiscalização e cooperação estreita entre agentes de inteligência de diferentes nacionalidades.

Contexto político e o desembarque em solo norte-americano

A chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos ocorreu em meio a um cenário de forte polarização institucional. O político desembarcou no país norte-americano após o término da disputa presidencial de 2026, período em que divulgou manifestações de contestação aos resultados eleitorais e chegou a reivindicar legitimidade política por meio de comunicados públicos de teor golpista, antes de adotar novas diretrizes em sua retórica direcionada a apoiadores.

O episódio continua mobilizando análises sobre acordos de cooperação internacional, segurança de fronteiras e os desdobramentos diplomáticos decorrentes da movimentação de figuras públicas entre países da América Latina e os Estados Unidos. Especialistas em relações exteriores acompanham os reflexos dessas revelações na estabilidade política regional e no diálogo entre os governos envolvidos.

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