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Polícia investiga advogado suspeito de extorquir assessor parlamentar em R$ 300 mil usando nome de promotor

Polícia investiga advogado suspeito de extorquir assessor parlamentar em R$ 300 mil usando nome de promotor
Wallace Lara

Um inquérito policial conduzido pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apura a denúncia de que um advogado teria utilizado indevidamente o nome de um membro do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para exigir quantias financeiras de um cliente. O caso veio à tona após a vítima desconfiar das exigências e relatar a situação diretamente às autoridades competentes.

A investigação aponta que o esquema envolvia a promessa de evitar prisões e garantir o arquivamento de investigações por improbidade administrativa. O caso agora tramita nos órgãos de segurança pública e na Justiça para apurar todas as responsabilidades penais envolvidas na acusação.

A dinâmica da cobrança e a suposta extorsão

O caso teve desdobramentos quando o assessor parlamentar Matheus Borges procurou representação jurídica para lidar com suspeitas de improbidade administrativa. Segundo relatado às autoridades, o advogado Paulo Roberto Quissi teria informado o cliente sobre uma suposta intimação para depoimento e, após um encontro nas dependências do Ministério Público, alegou que existiam mandados de prisão pendentes por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

A vítima relatou ter sido pressionada a efetuar um pagamento inicial de R$ 600 mil, valor que posteriormente foi reduzido para R$ 300 mil, sob a justificativa de viabilizar um acordo e evitar escândalos públicos. Áudios gravados e depoimentos prestados ao Ministério Público compõem o material probatório reunido para esclarecer as circunstâncias da abordagem e a pressão psicológica exercida sobre o investigado.

A descoberta da fraude e a atuação do Ministério Público

A farsa começou a ser desmantelada quando a vítima decidiu confrontar as informações recebidas e conversou diretamente com o promotor Werner Dias de Magalhães. Na ocasião, o representante do órgão ministerial esclareceu que não havia qualquer oitiva agendada para aquela data e que o nome da instituição estava sendo empregado sem autorização ou conhecimento prévio.

O promotor classificou a conduta como de extrema gravidade, destacando o uso indevido de sua função e de documentos para constranger e extorquir o cidadão. Diante da revelação, o caso foi formalmente encaminhado à polícia civil para a abertura das investigações criminais pertinentes ao episódio.

Medidas cautelares e desdobramentos judiciais

Com o avanço das apurações, a Justiça chegou a decretar a prisão do advogado e autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em seu escritório profissional. O investigado apresentou-se posteriormente à delegacia e atualmente responde em liberdade, embora autoridades policiais tenham reiterado pedidos de prisão preventiva com base no argumento de risco à instrução criminal.

A defesa do advogado nega todas as acusações formalizadas no processo, sustenta que coopera integralmente com os órgãos de Justiça e manifesta expectativa de que a instrução processual e a realização de perícias técnicas comprovem a improcedência das imputações levantadas.

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