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Ação policial na reitoria da USP gera repúdio da universidade por falta de aviso e denúncias de violência

  • Por
  • REDAÇÃO M1 l METRÓPOLE
  • 10/05/2026
  • Atualizado às 17:41
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Universidade de São Paulo (USP) manifestou neste domingo (10) seu repúdio à ação da Polícia Militar que desocupou a reitoria da instituição, ocupada por estudantes. A universidade afirmou que não foi avisada previamente sobre a operação, que ocorreu na madrugada, e defendeu o diálogo como a via para a resolução de conflitos. O incidente, que envolveu o uso de gás lacrimogêneo e cassetetes, gerou denúncias de violência por parte dos alunos e do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

A desocupação ocorreu por volta das 4h15 da manhã de domingo no campus do Butantã, Zona Oeste da capital paulista. Estudantes relataram que a ação policial foi marcada por agressões e uso de força desproporcional, enquanto a PM, por sua vez, negou feridos e prometeu apurar eventuais excessos.

Ação Policial na Madrugada: Relatos e Controvérsias

A operação da Polícia Militar para desocupar a reitoria da USP pegou a comunidade universitária de surpresa. Segundo relatos de estudantes e representantes do DCE, os policiais teriam utilizado bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar os manifestantes que ocupavam o prédio desde a quinta-feira anterior. Vídeos gravados pelos próprios alunos, e que circularam nas redes sociais, mostram agentes avançando contra o grupo dentro da reitoria, intensificando a controvérsia sobre a conduta policial.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP denunciou que a ação foi “abusiva e eivada de ilegalidade”, argumentando que não havia determinação judicial para a desocupação. Além disso, o DCE ressaltou que operações desse tipo são consideradas ilegais se realizadas entre 21h e 5h, algo pacífico nos tribunais. Quatro estudantes foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial, na Lapa, mas foram liberados após qualificação. O DCE também mencionou a formação de um “corredor polonês para espancamento”.

Em resposta, a Polícia Militar informou que cerca de 150 pessoas foram retiradas da reitoria e negou a ocorrência de feridos na ação. A corporação afirmou que a operação foi gravada por câmeras operacionais portáteis dos policiais e que “eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas”. Após a desocupação, a PM relatou ter constatado danos ao patrimônio público, como portões derrubados, portas de vidro quebradas e mesas avariadas, além de ter apreendido entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes, como facas e bastões.

A Posição da USP: Diálogo Interrompido e Falta de Comunicação

A Universidade de São Paulo, por meio de nota oficial, lamentou os acontecimentos e reiterou seu compromisso com o diálogo. A instituição afirmou que havia comunicado a ocupação à Secretaria da Segurança Pública (SSP) na quinta-feira (7), quando os estudantes invadiram o prédio, com o objetivo de que os protocolos de proteção e preservação da ordem fossem adotados. No entanto, a USP enfatizou que a desocupação ocorrida neste domingo se deu “sem comunicação prévia à Reitoria”.

“A USP repudia que a violência substitua o diálogo, a pluralidade de ideias e a convivência democrática como forma de avanço de pautas e solução de controvérsias”, declarou a universidade. A reitoria também informou que manteve negociações com o movimento estudantil nos dias anteriores à desocupação, resultando no atendimento de diversos itens da pauta e na criação de sete grupos de trabalho para discutir outros pontos. Contudo, algumas demandas não puderam ser atendidas por estarem fora do âmbito de atuação da USP ou pela presença de pessoas externas à comunidade acadêmica.

O Contexto da Ocupação: Reivindicações Estudantis e Greve

A ocupação da reitoria da USP foi parte de um movimento de greve que envolveu estudantes da USP, Unicamp e Unesp. As principais reivindicações dos alunos estão ligadas a melhorias nas políticas de permanência estudantil, incluindo o aumento de bolsas, a reforma das moradias universitárias e a manutenção da estrutura física dos campi. A greve, que já durava semanas, visava pressionar a retomada das negociações com o reitor da USP, Aluísio Segurado.

Os estudantes invadiram o prédio da reitoria na tarde de quinta-feira (7) e permaneceram no local, com alguns dormindo em colchões dentro do edifício e outros em barracas do lado de fora. Durante a ocupação, a universidade chegou a cortar a energia e a água da reitoria, uma informação confirmada pelo g1. A presença policial no campus já era notável nos dias anteriores, com agentes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) e viaturas da PM realizando rondas nas proximidades.

Repercussões e Próximos Passos

A desocupação da reitoria da USP e as denúncias de violência geraram ampla repercussão, especialmente nas redes sociais, onde vídeos e relatos dos estudantes foram compartilhados. A promessa da Polícia Militar de apurar rigorosamente as denúncias de excesso é um ponto crucial para os próximos dias, assim como a continuidade do diálogo entre a universidade e o movimento estudantil. A USP reafirmou sua abertura para um novo ciclo de conversas, desde que seja garantido o direito de ir e vir em todos os espaços da universidade e que as pautas sejam realistas.

Para se manter informado sobre este e outros temas relevantes que impactam a sociedade, a educação e a segurança pública, continue acompanhando o M1 Metrópole. Nosso portal oferece cobertura aprofundada, com análises e contextos que ajudam a compreender os fatos e seus desdobramentos, sempre com o compromisso de levar informação de qualidade aos nossos leitores.

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