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Linha 17-Ouro do Monotrilho: São Paulo se prepara para a oitava estação e expansão da operação

Prata Reprodução/TV Globo
Prata Reprodução/TV Globo

A mobilidade urbana na Zona Sul de São Paulo está prestes a receber um novo impulso com a iminente inauguração da estação Washington Luís da Linha 17-Ouro do Monotrilho. Prevista para a última semana de junho, esta abertura marca a conclusão da primeira fase de entregas da linha pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já havia inaugurado o trecho inicial com sete estações em 31 de março. A expectativa é que, com a nova estação, o sistema comece a operar com mais trens e um modelo mais abrangente, visando a operação comercial plena em outubro.

A chegada da estação Washington Luís não é apenas um acréscimo físico à infraestrutura, mas um passo crucial para a otimização do serviço. O Metrô de São Paulo projeta que a entrada em funcionamento desta oitava estação permitirá a circulação de pelo menos mais um trem, elevando o total para três veículos em atendimento. Além disso, a chamada “Operação em Y” do sistema deverá ser implementada, prometendo uma melhor distribuição e fluxo de passageiros.

Inauguração da Estação Washington Luís e Ampliação Imediata

A estação Washington Luís representa um marco importante para a Linha 17-Ouro, que tem sido aguardada há anos pela população da Zona Sul. Com sua abertura, o trecho inicialmente inaugurado em março, que já contava com sete estações, estará completo em sua primeira etapa. A expectativa é que essa expansão imediata traga melhorias significativas para os usuários, que atualmente enfrentam um regime de operação transitória.

O Metrô confirmou que uma nova etapa da operação transitória terá início até o fim de junho, com a ativação da estação Washington Luís. A empresa também prevê a inserção de um terceiro trem no sistema. Este cenário permitirá uma avaliação mais completa do desempenho dos sistemas, trens e estações em toda a linha, preparando o terreno para a inserção de mais veículos e a implementação da operação em carrossel, que ampliará o horário e os dias de atendimento.

Desafios e Expectativas da Fase Transitória

Desde sua inauguração em março, a Linha 17-Ouro tem operado em um regime de testes e ajustes. Atualmente, o serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, com intervalos que variam de 14 a 17 minutos entre os trens. Neste período, a operação tem sido no estilo “shuttle”, com apenas um trem circulando em cada sentido, o que resulta em esperas mais longas nas plataformas. A média diária de passageiros tem sido de 3.370, um número que reflete as limitações do horário e da frequência.

As estações mais movimentadas até agora são Morumbi, com média de 966 passageiros por dia útil; Campo Belo, com 896; e Aeroporto de Congonhas, com 690. Com a ampliação dos trens e a abertura da nova estação, espera-se que esses números cresçam, à medida que o sistema se aproxima de sua capacidade total. A operação tradicional, que inclui o funcionamento das 4h40 à meia-noite, de segunda a domingo, está programada para começar apenas em outubro, conforme o cronograma do Metrô divulgado na inauguração.

Projeções para a Operação Comercial e a Transição para a ViaMobilidade

O governo paulista estima que, após a conclusão e o início da operação comercial, os 6,7 km de extensão operacional do primeiro trecho da Linha 17-Ouro deverão atender cerca de 100 mil passageiros por dia. Essa projeção ambiciosa sublinha a importância da linha para a rede de transporte público da capital, conectando pontos estratégicos como o Aeroporto de Congonhas e a Linha 5-Lilás do Metrô.

A gestão Tarcísio de Freitas planeja transferir a operação da linha para a concessionária ViaMobilidade em outubro, que deverá explorar o trecho por um período de 20 anos. Contudo, há discussões internas sobre a possibilidade de adiantar ou estender esse cronograma. Fontes apuradas pelo g1 indicam que líderes do Metrô teriam aconselhado o governo a manter a administração estatal por mais tempo, a fim de evitar problemas semelhantes aos vivenciados por outras linhas concedidas.

O Histórico da Linha 15-Prata como Alerta

A cautela em relação à transferência da Linha 17-Ouro para a iniciativa privada tem um precedente notável: a Linha 15-Prata, também de monotrilho, na Zona Leste de São Paulo. Desde sua inauguração em 2014, a Linha 15-Prata enfrentou inúmeras falhas, problemas técnicos e até acidentes graves, como a colisão entre trens em 2019. Em 2020, a linha chegou a ficar quase quatro meses fechada para correção de problemas técnicos, gerando transtornos significativos para os usuários.

Esse histórico serve como um alerta para a gestão da Linha 17-Ouro, reforçando a necessidade de garantir a estabilidade e a segurança operacional antes de qualquer transição. A experiência da Linha 15-Prata demonstra a complexidade de sistemas de monotrilho e a importância de um período robusto de testes e ajustes antes da plena operação comercial e da transferência de gestão.

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