PUBLICIDADE

Esposa de 87 anos questiona anos de terapia do marido sem mudanças visíveis

Catarina Pignato
Catarina Pignato

Em um cenário que reflete os desafios complexos dos relacionamentos de longo prazo e a busca por bem-estar individual, uma leitora do The New York Times trouxe à tona um dilema que ressoa com muitos casais: a eficácia da terapia prolongada de um parceiro. Casada há 38 anos, a mulher de 87 anos expressa sua frustração com o tratamento psicoterápico semanal de seu marido, que já dura 17 anos com uma terapeuta anterior e mais dois anos com um novo profissional, sem que ela perceba mudanças significativas em seu comportamento ou caráter.

A situação, detalhada em um pedido de orientação à terapeuta Lori Gottlieb, evidencia as tensões entre o apoio ao processo individual do cônjuge e o impacto que a ausência de progresso percebido pode ter na dinâmica familiar e nas responsabilidades compartilhadas. A leitora aponta que o marido busca tratamento para ansiedade generalizada, procrastinação profunda e uma aparente indiferença em relação à obtenção de uma renda razoável, condições que ela atribui a um Transtorno de Déficit de Atenção sem Hiperatividade (TDAH, tipo predominantemente desatento).

A Terapia de Longo Prazo e Seus Desafios

A terapia de longo prazo, como a vivenciada pelo marido da leitora, é um tema que gera muitas discussões. Enquanto para alguns o processo terapêutico é um caminho contínuo de autoconhecimento e regulação emocional, para outros, a expectativa é de mudanças comportamentais concretas e visíveis. No caso em questão, a esposa relata que, apesar dos anos de tratamento, as dificuldades do marido persistiram, levando-a a assumir a maior parte das responsabilidades financeiras e domésticas.

A terapeuta Lori Gottlieb, ao analisar a situação, sugere que a leitora reflita sobre seus próprios objetivos ao propor um limite para o tratamento do marido. É fundamental compreender que a terapia pode ter diferentes propósitos para cada indivíduo. Enquanto a esposa busca uma transformação no comportamento do marido, ele pode estar encontrando na terapia um espaço seguro para lidar com o envelhecimento, a morte, ou simplesmente para obter suporte emocional e estrutura em sua vida, especialmente com as particularidades do TDAH.

O Custo do Tratamento e as Prioridades Financeiras

Uma das principais preocupações da leitora é o custo da terapia. Embora a terapeuta anterior aceitasse apenas o reembolso do convênio, e o marido frequentemente não enviasse os pedidos, a situação mudou com o novo profissional. Agora, ele solicita os reembolsos regularmente, mas o valor restante ainda é considerado considerável pela esposa, que sente o peso financeiro, apesar de o marido afirmar que

Leia mais

PUBLICIDADE