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Bióloga do Animália Park adota filhote de canguru rejeitada e recria lar materno

ser um material semelhante ao pelo do canguru, e é utilizado durante todo o mane
Reprodução G1

Em um gesto de dedicação e amor à vida selvagem, uma filhote de canguru-vermelho, rejeitada pela mãe logo após o nascimento, encontrou um lar e cuidados especiais com a bióloga Thais Gomes Amaral, coordenadora do setor de aves e filhotes do Animália Park, em Cotia, na Grande São Paulo. O caso, embora incomum, destaca a importância do bem-estar animal e o papel crucial de profissionais em parques e centros de conservação.

A pequena canguru, batizada de Eevee, tem cerca de 5 meses e está sob os cuidados intensivos de Thais há aproximadamente 40 dias. A bióloga, especialista em bem-estar animal, tem dedicado seu tempo integralmente à filhote, inclusive morando no parque para garantir o acompanhamento contínuo e individualizado que a situação exige.

O Desafio da Rejeição Materna e o Resgate da Filhote

A rejeição de filhotes pela mãe, embora rara, pode ocorrer em diversas espécies e por múltiplos fatores, como estresse, inexperiência da mãe ou problemas de saúde do recém-nascido. No caso de Eevee, a equipe de monitoramento do Animália Park agiu rapidamente. Após 24 horas sem sucesso nas tentativas de reinserção na bolsa materna, a filhote foi recolhida para receber cuidados humanos.

A decisão de intervir é sempre complexa, pois o desenvolvimento natural ao lado da mãe é sempre a opção preferencial. No entanto, quando o vínculo materno não se estabelece, a intervenção humana se torna vital para a sobrevivência do animal, exigindo um protocolo rigoroso e uma dedicação exemplar dos cuidadores.

A Bolsa Artificial: Um Lar Adaptado para a Filhote Canguru

Para simular o ambiente protetor e acolhedor da bolsa materna, Eevee foi colocada em uma bolsa de tecido especialmente adaptada. Este acessório é forrado com feltro, um material escolhido por sua semelhança com o pelo do canguru, e é utilizado durante todo o manejo diário para reproduzir as condições naturais da espécie. A filhote passa grande parte do tempo com a bióloga, sendo transportada na bolsa ao longo de sua rotina.

Thais Gomes Amaral ressalta a importância desse contato constante. “A expectativa é sempre que a mãe cuide do filhote, e fazemos de tudo para que esse vínculo seja mantido, porque o desenvolvimento ao lado da mãe tende a ser muito melhor do que quando o animal precisa ser criado pela equipe. Como responsável pelo departamento, acompanho a filhote integralmente há cerca de 40 dias”, explica a bióloga, evidenciando o compromisso pessoal e profissional com a pequena Eevee.

Alimentação e Desenvolvimento da Filhote Canguru Eevee

O regime alimentar de Eevee é meticuloso, semelhante ao de um bebê humano. A filhote recebe alimentação por mamadeiras em intervalos de duas a três horas, replicando a frequência da fase inicial da espécie. Com um crescimento saudável, Eevee chegou ao parque com 900 gramas e hoje pesa cerca de 3,3 kg, uma curva de crescimento dentro do esperado para sua idade.

Embora ainda não consuma alimentos sólidos, a introdução de novos sabores já começou com suco de cenoura, marcando mais uma etapa em seu desenvolvimento. Nesta fase, a filhote também iniciou curtos períodos de exploração fora da bolsa, de 15 a 20 minutos, um passo importante para sua autonomia, mas sempre sob supervisão atenta, pois a dependência de contato constante com uma figura materna é crucial.

A Importância do Cuidado Individualizado e o Futuro de Eevee

O manejo de filhotes órfãos ou rejeitados exige um acompanhamento individualizado e, sempre que possível, a continuidade de cuidados por um único responsável. “Cada animal responde de uma forma. Por isso, o manejo precisa ser adaptado e feito com o mínimo de rotatividade de cuidadores”, afirma Thais, destacando a necessidade de consistência e adaptabilidade no processo.

A evolução positiva de Eevee é um indicativo do sucesso desse modelo de cuidado. A expectativa é que, após o período de adaptação e o ganho de imunidade e autonomia, ela possa ser integrada ao recinto dos cangurus adultos no Animália Park. Casos como o de Eevee reforçam o papel fundamental de instituições como o Animália Park na conservação e no bem-estar animal, oferecendo uma segunda chance a animais que, de outra forma, não sobreviveriam. Para mais informações sobre a biologia dos cangurus, você pode consultar fontes confiáveis como a National Geographic Brasil.

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