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Paraescalada: Marina Dias conquista o tricampeonato em Salt Lake City

medalhas neste sábado (16). Entre as finalistas, somente ela e a norte-americana
Reprodução Agência Brasil

Dominância brasileira na paraescalada mundial

A atleta paulista Marina Dias consolidou seu nome na história do esporte paralímpico ao conquistar, mais uma vez, o topo do pódio na etapa de Salt Lake City, nos Estados Unidos, da Copa do Mundo de Paraescalada. Competindo na classe RP3, destinada a atletas com limitações de alcance, força e potência, a brasileira demonstrou técnica e resiliência ao superar o desafio norte-americano pela terceira vez consecutiva, repetindo os feitos de 2022 e 2023.

O desempenho de Marina Dias foi impecável desde o início da competição. Já na fase classificatória, realizada na sexta-feira (15), a escaladora de Taubaté (SP) garantiu a melhor marca entre as oito participantes. No sábado (16), durante a grande final, a disputa foi acirrada. Apenas ela e a competidora local, Nat Vorel, conseguiram alcançar o topo da parede, mas a brasileira garantiu a medalha de ouro ao concluir o percurso em um tempo inferior ao da adversária.

Trajetória e superação no esporte

Bicampeã mundial, Marina Dias é hoje a principal referência do Brasil na modalidade. A atleta convive com os efeitos da esclerose múltipla, que compromete o lado esquerdo de seu corpo, mas encontrou na escalada um espaço de superação e alto rendimento. Sua trajetória inspira uma nova geração de atletas e coloca o país em evidência no cenário internacional de esportes adaptados.

Apesar do sucesso contínuo, a modalidade enfrenta desafios de visibilidade e inclusão no ciclo paralímpico. Embora a paraescalada tenha presença confirmada nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028, a classe RP3, na qual Marina compete, não foi incluída no programa oficial do evento. A ausência gera debates sobre os critérios de seleção e a necessidade de ampliação das categorias para garantir a equidade entre os atletas de elite.

Destaque para o desempenho masculino

Além do ouro de Marina, o Brasil também celebrou o desempenho de Eduardo Schaus na categoria AU2, voltada para atletas com amputação ou função reduzida de membros superiores. O paranaense, que nasceu sem a mão direita, conquistou a medalha de bronze ao atingir a 35ª agarra da parede.

A classe de Eduardo Schaus possui um significado especial para o futuro do esporte, já que está entre as oito categorias confirmadas pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC) para os Jogos de Los Angeles. A conquista do pódio em uma etapa de Copa do Mundo reforça o potencial do atleta brasileiro para representar o país no maior evento paralímpico do planeta.

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