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Ouro duplo para o Brasil na Copa do Mundo de canoagem e paracanoagem

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O esporte brasileiro celebrou um desempenho notável na etapa de Brandemburgo, na Alemanha, da Copa do Mundo de canoagem e paracanoagem. A delegação nacional marcou presença no topo do pódio em duas ocasiões, além de garantir outras medalhas importantes, reafirmando a força do país nas águas internacionais.

Neste sábado, 16 de maio de 2026, os holofotes se voltaram para o baiano Isaquias Queiroz e o sul-mato-grossense Fernando Rufino, que conquistaram as medalhas de ouro em suas respectivas categorias, inspirando a torcida e consolidando a posição do Brasil como potência na modalidade.

O brilho de Isaquias Queiroz e a dobradinha brasileira

O renomado canoísta Isaquias Queiroz, dono de cinco medalhas olímpicas, incluindo uma dourada, demonstrou mais uma vez sua maestria ao vencer a prova dos 500 metros na categoria C1 (canoa individual). Aos 32 anos, Isaquias cruzou a linha de chegada com o tempo de 1min52s55, superando por uma margem mínima de 10 centésimos o chinês Ji Bowen. Essa vitória teve um sabor especial, pois o atleta chinês havia levado a melhor sobre Isaquias na etapa anterior, em Szeged, na Hungria, há apenas uma semana.

A festa brasileira no pódio da categoria C1 500m foi completa com a conquista da medalha de bronze pelo também baiano Gabriel Assunção. Aos 20 anos, Gabriel é considerado uma revelação do esporte e finalizou a prova em 1min54s60, garantindo uma dobradinha histórica para o Brasil e evidenciando a renovação de talentos na canoagem nacional.

Fernando Rufino, o Cowboy de Aço, no topo do pódio

Na paracanoagem, o bicampeão paralímpico Fernando Rufino, carinhosamente conhecido como o Cowboy de Aço, brilhou intensamente ao conquistar o ouro nos 200 metros da classe VL2 (canoa para atletas que utilizam braços e troncos para remar). Rufino completou a prova em 53s44, com uma impressionante vantagem de mais de 1 segundo sobre o ucraniano Andrii Kryvchun, que ficou com a prata. O britânico Edward Clifton completou o pódio.

A vitória de Rufino, que completará 41 anos no próximo dia 22 de maio, é um testemunho de superação. O atleta perdeu parte dos movimentos das pernas após ser atropelado por um ônibus, mas transformou o desafio em inspiração, tornando-se um dos maiores nomes da paracanoagem mundial.

Outros pódios e a força da paracanoagem brasileira

A performance brasileira em Brandemburgo não se limitou aos ouros. Outros dois atletas da paracanoagem também subiram ao pódio, reforçando a excelência do país na modalidade. Luis Carlos Cardoso, natural do Piauí, conquistou a medalha de prata nos 200 metros da classe KL1 (caiaque para atletas com deficiências severas nas pernas e no quadril). Ele finalizou a prova em 49s85, sendo superado pelo húngaro Peter Kiss, pentacampeão mundial e bicampeão paralímpico.

A trajetória de Luis Carlos é marcada por resiliência. Antes de uma infecção na medula o tornar cadeirante, ele era dançarino. Hoje, é um atleta de destaque, com pratas nas Paralimpíadas de Tóquio, no Japão, e Paris, na França. Já o paranaense Giovane Vieira de Paula garantiu o bronze nos 200 metros da classe VL3 (canoa para atletas com grau moderado de comprometimento no tronco e nas pernas), com o tempo de 49s. Giovane, prata nos Jogos de Paris, teve a perna esquerda amputada devido a um acidente de trem, e sua conquista demonstra a força e a determinação dos paratletas brasileiros.

Expectativas para as finais de domingo

A delegação brasileira ainda tem grandes chances de ampliar seu quadro de medalhas neste domingo, 17 de maio de 2026, com a presença em três finais, todas na paracanoagem. A sul-mato-grossense Débora Benevides disputará medalhas nos 200 metros da classe VL2 às 10h23 (horário de Brasília). Em seguida, às 10h29, Fernando Rufino buscará mais um pódio, desta vez no caiaque (KL2), ao lado do paranaense Flavio Reitz.

Para encerrar a participação brasileira nas finais, às 10h41, será a vez do paranaense Miqueias Rodrigues e do baiano Gabriel Porto competirem nos 200 metros da classe KL3 (caiaque para atletas com deficiência moderada de membros inferiores). A expectativa é alta para que o Brasil continue a brilhar e a trazer mais conquistas para casa.

Para mais detalhes sobre as competições e o desempenho dos atletas, acompanhe a cobertura completa da Agência Brasil, fonte oficial de notícias sobre o esporte nacional: Agência Brasil.

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