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Alesp mantém mandato de Lucas Bove após Conselho de Ética arquivar denúncia por discussão

5 votos a 2, o pedido de suspensão por 30 dias do mandato do deputado estadual L
5 votos a 2, o pedido de suspensão por 30 dias do mandato do deputado estadual L

Decisão do colegiado afasta punição severa

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) decidiu, por 5 votos a 2, rejeitar o pedido de suspensão de 30 dias do mandato do deputado estadual Lucas Bove (PL). O parlamentar era alvo de um processo disciplinar por suposta quebra de decoro parlamentar, motivado por um episódio de discussão acalorada com deputadas no plenário da Casa, ocorrido em setembro do ano passado.

Com o resultado, o presidente do colegiado, deputado Delegado Olim (PP), determinou a elaboração de um novo relatório. Este documento poderá sugerir o arquivamento definitivo da representação ou a aplicação de uma sanção mais leve, como uma advertência formal. A nova peça será redigida pelo deputado Eduardo Nóbrega (MDB) e apresentada na próxima sessão do grupo.

Contexto da violência política de gênero

A investigação apura se o comportamento do deputado bolsonarista configurou violência política de gênero. Durante a sessão, foi exibido um vídeo que registrou o embate entre Lucas Bove e a deputada Mônica Seixas (PSOL). Segundo a parlamentar, que é autora da representação, o conflito teve início quando ela se aproximou da deputada Professora Bebel (PT) para verificar se a colega estava confortável durante um debate.

A defesa da punição foi sustentada pela deputada Paula Nunes (PSOL), que votou favoravelmente à suspensão ao lado de Ênio Tatto (PT). Para ela, o episódio não é um fato isolado. “Hoje a gente debate se esse parlamento pode ou não ser usado como instrumento de intimidação, constrangimento e violência contra mulheres parlamentares”, afirmou durante o debate.

Defesa e argumentos do parlamentar

Em sua manifestação, Lucas Bove reconheceu que se exaltou, mas negou categoricamente que tenha praticado violência política de gênero. O deputado justificou que sua “voz é por natureza alta” e que teria sido provocado durante a discussão. “Não agredi, agrediria nem pretendo agredir ninguém”, declarou o parlamentar, que se comprometeu a reavaliar sua postura para evitar novos constrangimentos no colegiado.

O deputado mantém a tese de que é alvo de um “julgamento político”. Segundo ele, o episódio foi apenas uma discussão comum ao ambiente parlamentar e não um ato de violência. Bove também argumenta que existe uma perseguição sistemática contra parlamentares de perfil bolsonarista dentro da Assembleia.

Desdobramentos e histórico do deputado

Os votos contrários à suspensão foram proferidos pelos deputados Rafael Saraiva (União), Eduardo Nóbrega (MDB), Bruno Zambelli (PL), Oseias de Madureira (PL) e Delegado Olim (PP). A maioria do grupo entendeu que a punição de 30 dias, sugerida pelo relator Emídio de Souza (PT), seria desproporcional à gravidade do ocorrido.

Além deste processo, a situação de Lucas Bove na Alesp é acompanhada com atenção devido a outros desdobramentos. O deputado é réu na Justiça por violência doméstica, psicológica e perseguição contra sua ex-mulher, a influenciadora Cíntia Chagas. Desde que a denúncia foi aceita pelo Judiciário, em novembro do ano passado, o Conselho de Ética recebeu novos pedidos de cassação contra o parlamentar, que permanecem sob análise.

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