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FDA: Chefe Makary deixa o cargo em meio a polêmicas e críticas nos EUA

7.jan.26/AFP
7.jan.26/AFP

O cenário político e de saúde nos Estados Unidos testemunhou uma movimentação significativa nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, com a saída do chefe da FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos), Makary. A decisão, anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, encerra um período de intensa agitação política e controvérsias em torno da agência reguladora, responsável por supervisionar vacinas, medicamentos e a segurança alimentar no país.

A gestão de Makary foi marcada por uma série de reformas e embates com diversos setores, desde a indústria farmacêutica até ativistas e líderes de saúde pública. Sua saída representa mais uma alteração no departamento de saúde, que está sob a supervisão de Robert F. Kennedy Jr., figura conhecida por seu ceticismo em relação às vacinas.

Um Mandato Marcado por Reformas e Agitação Política

Durante seu tempo à frente da FDA, Makary, um cirurgião e ex-colaborador da Fox News, implementou o que ele mesmo descreveu como “cinquenta reformas”. Em sua mensagem de demissão, divulgada por Trump na plataforma Truth Social, Makary expressou orgulho por ter conseguido reduzir os prazos de revisão de medicamentos, passando de um ano para um período de um a dois meses. Além disso, ele destacou a criação de novas diretrizes para produtos psicodélicos avançados, uma área de crescente interesse na medicina.

No entanto, seu mandato não foi isento de turbulências. Makary conseguiu gerar inquietação em figuras proeminentes do setor privado, da política e da saúde pública. Sua postura, muitas vezes crítica, especialmente durante a pandemia de Covid-19, onde questionou abertamente a classe médica e as medidas sanitárias extraordinárias adotadas na época, o colocou no centro de diversas discussões.

As Frentes de Crítica: Da Indústria Farmacêutica aos Ativistas

A saída de Makary ocorre após mais de um ano de críticas vindas de múltiplas direções. Empresários farmacêuticos, que registraram lucros bilionários com a pandemia de Covid e com o desenvolvimento de medicamentos inovadores, como os tratamentos contra a obesidade, manifestaram descontentamento com as iniciativas de Makary. Eles criticaram seus planos de reorganizar o processo de revisão de medicamentos e a proposta de alternativas paramédicas para a população, vendo-as como ameaças aos modelos de negócios estabelecidos.

Lobistas da indústria do tabaco também se opuseram a Makary. Ele havia expressado preocupação com a atratividade dos cigarros eletrônicos saborizados entre os jovens e resistiu à sua comercialização. Contudo, o governo Trump avançou com uma política que permite a venda desses vaporizadores, contrariando a posição do então chefe da FDA.

No campo social, ativistas antiaborto acusaram Makary de morosidade na conclusão e emissão de uma revisão do fármaco mifepristona, a pílula abortiva que possui aprovação da FDA há 25 anos. Essa crítica se inseriu em um contexto mais amplo de políticas de saúde pública do governo Trump que questionam a aplicação de vacinas infantis, uma prática consolidada há décadas.

Controvérsias da Pandemia e o Cenário Antivacina

A atuação de Makary durante a pandemia de Covid-19 foi particularmente polarizadora. Líderes do setor da saúde pública o acusaram de ceder aos ativistas antivacinas, especialmente após a FDA divulgar um memorando que, segundo eles, apontava de forma infundada a ocorrência de mortes vinculadas à vacina contra a Covid. Essa acusação ressaltou a tensão entre a agência reguladora e parte da comunidade científica e médica.

O presidente Trump, ao anunciar a saída de Makary, elogiou-o, afirmando: “Marty é um sujeito extraordinário, vai seguir adiante”. A frase, dita a jornalistas antes de sua viagem à China, sugere uma transição amigável, apesar do turbulento período que precedeu a demissão.

Implicações e o Futuro da Regulação de Saúde nos EUA

A saída de Makary é a mais recente de uma série de mudanças no departamento de saúde americano, que está sob a supervisão de Robert F. Kennedy Jr., uma figura que frequentemente expressa visões céticas sobre a eficácia e segurança das vacinas. Essa supervisão tem gerado debates sobre a direção das políticas de saúde pública e a abordagem do governo em relação a questões científicas e regulatórias.

A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) desempenha um papel crucial na proteção da saúde pública, garantindo a segurança e eficácia de produtos médicos e alimentícios. A constante mudança em sua liderança e as controvérsias que a cercam podem ter implicações significativas para a confiança pública e para a formulação de políticas de saúde futuras nos Estados Unidos. Para mais informações sobre a agência, visite o site oficial da FDA: www.fda.gov.

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