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Brasil inicia importação de queijo com tarifa reduzida após acordo com União Europeia

tar queijo com alíquotas reduzidas após a entrada em vigor do acordo entre o Mer
Reprodução Agência Brasil

Nova era comercial entre Brasil e União Europeia

O cenário de trocas comerciais entre o Brasil e a União Europeia passou por uma transformação significativa a partir de 1º de maio. Com a entrada em vigor do histórico acordo entre o Mercosul e o bloco europeu, após 26 anos de negociações, o mercado brasileiro começou a registrar as primeiras operações de importação de queijos com alíquotas reduzidas. A medida, que visa dinamizar a economia, faz parte de um cronograma de abertura que promete impactar tanto o setor de alimentos quanto a balança comercial do país.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) confirmam que a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) já autorizou as primeiras licenças para a entrada de produtos europeus. Além dos queijos, itens como chocolates e tomates também compõem o rol de mercadorias beneficiadas pelas novas cotas tarifárias, marcando o início de uma integração econômica mais profunda entre as duas regiões.

Impacto nos preços e mudanças tarifárias

Para o consumidor e o mercado interno, a mudança mais imediata ocorre no setor de laticínios. A alíquota de importação para queijos, que anteriormente era de 28%, sofreu uma redução para 25,2% dentro da preferência negociada no tratado. Essa flexibilização busca aumentar a competitividade e a variedade de produtos disponíveis nas prateleiras brasileiras, equilibrando a oferta com itens de origem europeia.

Enquanto o setor de queijos já sente o efeito imediato, outros produtos como chocolates e tomates seguem um cronograma distinto. Para esses itens, as reduções tarifárias estão previstas para ocorrer de forma gradual a partir de 2027. Até esse período, as tarifas vigentes antes do acordo permanecem inalteradas, garantindo uma transição planejada para os produtores e importadores envolvidos.

Exportações brasileiras ganham fôlego no exterior

O acordo não beneficia apenas o mercado interno brasileiro com importações mais acessíveis; ele também abre portas estratégicas para o agronegócio nacional. Entre as primeiras licenças de exportação aprovadas, destacam-se a carne bovina, a carne de aves e a tradicional cachaça brasileira. Para a carne de aves e a cachaça, o acesso ao mercado europeu agora é garantido com tarifa zero, dentro das cotas estabelecidas pelo tratado.

No caso da carne bovina, o impacto é ainda mais expressivo. O Brasil conseguiu a redução da tarifa da Cota Hilton de 20% para zero nos cortes nobres. Além disso, a criação de uma nova cota compartilhada de 99 mil toneladas entre os países do Mercosul, com uma tarifa intracota de 7,5%, representa um avanço importante diante da antiga taxação, que era significativamente mais onerosa para os exportadores.

Operações via Siscomex

Toda a movimentação de mercadorias está sendo processada pelo Portal Único Siscomex. O sistema, que centraliza licenças e certificações, foi preparado para garantir que a implementação das cotas ocorresse sem entraves burocráticos desde o primeiro dia de vigência. Segundo o governo, a maior parte do comércio entre os blocos já opera sem restrições quantitativas, abrangendo mais de 5 mil linhas tarifárias com isenção para exportações brasileiras.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos deste acordo comercial e seus reflexos na economia cotidiana. Continue conosco para entender como as mudanças nas relações internacionais impactam o seu dia a dia, com a credibilidade e a profundidade que a notícia exige.

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