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Executivo federal apela contra liminar que autorizou atuação de três apostas online

Executivo federal apela contra liminar que autorizou atuação de três apostas online
Foto: Reprodução

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (6) que vai recorrer da decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em São Paulo, que autorizou três casas de apostas a retomarem suas atividades no país. A medida ocorre em meio a um cenário de restrições rigorosas impostas ao setor de jogos online.

Em nota oficial, a Advocacia-Geral da União (AGU), órgão responsável por representar juridicamente a administração federal, confirmou que irá contestar a autorização concedida às plataformas Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online. Todas as marcas operam sob o controle da empresa CDA Gaming.

Disputa judicial e argumentos do tribunal

A ofensiva jurídica começou após a empresa obter uma liminar na justiça. Antes de alcançar o resultado favorável no TRF3, a CDA Gaming havia tido o pedido negado por duas instâncias de juízes federais.

  • A decisão provisória foi assinada pela desembargadora Adriana Pileggi na terça-feira (3).
  • A magistrada autorizou o retorno das operações a partir de quinta-feira (5).
  • Foi estabelecida uma multa diária de R$ 200 mil ao governo federal em caso de descumprimento.
  • A autorização vale exclusivamente para as três plataformas citadas, mantendo o veto para as demais empresas.

Para fundamentar a liberação, a desembargadora apontou que impedir o funcionamento de empresas que haviam recebido autorização prévia, sem o devido pagamento de indenizações pelos prejuízos, configuraria uma prática de confisco.

Contexto político e o impacto das medidas

A proibição geral das apostas online foi estabelecida por meio de uma medida provisória editada pelo presidente Lula (PT) nas vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais, em setembro. A justificativa apresentada pelo executivo envolveu a necessidade de proteger a saúde pública, os consumidores e a estrutura familiar dos danos financeiros gerados pelo vício em jogos.

Contudo, a magistrada questionou a eficácia e a rapidez da medida restritiva, argumentando que o prazo concedido para o encerramento das atividades foi insuficiente frente aos investimentos realizados pelas companhias para atuar de forma legalizada no território nacional.

Enquanto o caso específico tramita na justiça regional, o Supremo Tribunal Federal (STF) também conduz análises a respeito da constitucionalidade das proibições em âmbito nacional. O ministro Luiz Fux realizou recentemente uma audiência pública para debater os reflexos econômicos e a segurança jurídica dos contratos firmados desde a legalização inicial das apostas esportivas, ocorrida em 2018.

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