PUBLICIDADE

Moeda americana encerra cotada a R$ 5,44 e tem maior salto semanal em 16 anos

Moeda americana encerra cotada a R$ 5,44 e tem maior salto semanal em 16 anos
© REUTERS/Willy Kurniawan/ Proibido reprodução

O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte pressão, combinando uma disparada expressiva do dólar e uma queda acentuada na bolsa de valores. Na sexta-feira (30), a moeda norte-americana avançou cerca de 1% e fechou perto de R$ 5,45, enquanto o Ibovespa recuou 0,75%, encerrando o dia aos 167.921,80 pontos. O movimento refletiu um cenário de cautela generalizada tanto no âmbito interno quanto no externo.

A valorização acumulada ao longo da semana chamou a atenção dos analistas e investidores. O dólar registrou alta superior a 9%, alcançando o maior salto semanal desde a grave crise financeira internacional de 2008. Paralelamente, o principal índice da B3 amargou a pior desvalorização semanal desde março de 2020, período marcado pelo início global da pandemia de covid-19.

Repercussão da política fiscal e cenário nacional

No plano doméstico, o comportamento dos ativos financeiros esteve fortemente ligado aos ajustes realizados pelos investidores após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A transição e a expectativa em torno da condução da política fiscal brasileira geraram incertezas sobre as contas públicas do país, impulsionando a procura por proteção cambial.

Outro fator que contribuiu para a volatilidade foi a formação da Ptax de fim de mês, taxa oficial calculada pelo Banco Central para liquidar contratos futuros de câmbio. Além disso, a busca por segurança antes do feriado prolongado de Finados na segunda-feira (2) intensificou a pressão sobre a moeda estrangeira e a saída de capital estrangeiro da bolsa.

Bolsa de valores acumula perdas históricas

O Ibovespa fechou o último pregão de outubro em baixa, acumulando o quinto dia consecutivo de perdas. O recuo semanal de 18,12% recolocou o mercado em patamares de estresse não vistos desde o choque inicial da crise sanitária mundial.

No acumulado do mês, o índice acionário caiu 9,88%, configurando o pior desempenho mensal desde junho de 2022. O impacto foi potencializado logo após o resultado eleitoral divulgado no início da semana, quando o mercado acionou o mecanismo de interrupção temporária de negociações devido ao volume de vendas.

Turbulência nos mercados internacionais

Enquanto o Brasil lidava com questões políticas e fiscais, o ambiente externo também não ofereceu alívio. As bolsas globais sofreram com a desvalorização de ações de grandes empresas de tecnologia e com temores persistentes sobre os rumos da inflação e das taxas de juros em economias avançadas.

Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou a sessão com queda expressiva, refletindo o pessimismo em relação aos investimentos bilionários em inteligência artificial. O cenário externo adverso fortaleceu a moeda norte-americana em relação a divisas de diversos países emergentes.

Continue acompanhando o M1 Metrópole para se manter informado sobre os principais desdobramentos da economia nacional e internacional. Nosso compromisso é trazer análises aprofundadas, contexto de mercado e jornalismo rigoroso para o seu dia a dia.

Leia mais

PUBLICIDADE