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Fiscalização apura mortes de bebês em hospital na Zona Leste de SP

Fiscalização apura mortes de bebês em hospital na Zona Leste de SP
1 de 5 O Hospital Salvalus pertence à rede Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica, e fica na Rua Bresser, na Mooca, Zona Leste de SP.. — Foto: Reprodução/TV Globo

Órgãos de saúde do estado de São Paulo realizaram uma inspeção conjunta no Hospital Salvalus, localizado na Mooca, zona leste da capital paulista. A ação conjunta entre os centros de vigilância sanitária e epidemiológica ocorre após a divulgação de dezenas de óbitos de bebês na instituição ao longo deste ano. As equipes técnicas avaliaram as condições de funcionamento das unidades neonatal e pediátrica, além dos protocolos de higienização adotados pela unidade de saúde.

A operação mobilizou equipes para analisar detalhadamente o monitoramento dos indicadores assistenciais e as mudanças recentes no perfil de atendimento, com foco especial em pacientes de alta complexidade. A documentação recolhida durante a vistoria passou a integrar uma análise prioritária para definir medidas administrativas cabíveis com base na legislação vigente.

investigação policial e relatos de famílias

Paralelamente ao trabalho dos órgãos sanitários, a Polícia Civil instaurou inquéritos para apurar as circunstâncias de mortes de recém-nascidos e crianças na unidade. O 8º Distrito Policial, responsável por centralizar as investigações na região, acompanha casos envolvendo crianças que teriam contraído infecções hospitalares severas, resultando em quadros de sepse e outras complicações clínicas graves.

Representantes jurídicos de famílias afetadas apontam dezenas de casos de bebês que faleceram após passarem por procedimentos cirúrgicos na instituição. Segundo relatos reunidos na apuração inicial, tratava-se de intervenções de correção ou voltadas para o tratamento de más-formações, cujos quadros clínicos iniciais motivaram mobilizações de parentes em delegacias da capital e de cidades da região metropolitana e litoral.

posicionamento da instituição de saúde

Em nota oficial, a administração do hospital afirmou que não recebeu notificações formais sobre os procedimentos em andamento e declarou estar à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários, mantendo a preservação do sigilo médico. A direção da unidade ressaltou que os relatos recebidos são tratados com máxima seriedade, mas ponderou que situações clínicas distintas não devem ser generalizadas ou atribuídas a uma mesma causa sem embasamento técnico.

O comunicado destaca ainda que o estabelecimento atua como referência em maternidade de alto risco e assistência pediátrica complexa, recebendo pacientes com condições graves, como prematuridade extrema e síndromes genéticas. Conforme a defesa da instituição, os atendimentos realizados no período somam mais de mil crianças, com avaliações que indicam históricos clínicos variados e sem a identificação de uma origem infecciosa comum entre os casos examinados.

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