PUBLICIDADE

Polícia aponta financeira nas Bahamas como central de Vorcaro para remessas ao exterior

Polícia aponta financeira nas Bahamas como central de Vorcaro para remessas ao exterior

Investigadores do caso Master identificaram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro utilizava a Mosaic, instituição financeira com sede em Nassau, nas Bahamas, como um hub estratégico para a distribuição de dinheiro no exterior. O objetivo da estrutura, segundo apontam as autoridades, era remeter recursos para fora do país e distribuí-los sem deixar rastros financeiros claros. Os valores movimentados também serviam para a aquisição de bens de alto luxo, como imóveis, jatinhos e iates, conforme apuração detalhada pela Folha de S.Paulo.

O fluxo financeiro para paraísos fiscais

Um volume expressivo de recursos do Banco Master que passou pela Mosaic foi direcionado para Delaware, um estado nos Estados Unidos que opera na prática como um paraíso fiscal em território norte-americano. Naquela localidade, empresas registradas não precisam revelar publicamente a identidade de seus sócios ou gestores, dificultando o rastreamento por parte dos órgãos fiscalizadores. As apurações indicam que essa movimentação superou os valores enviados ao fundo Havengate, também administrado nos Estados Unidos.

A Polícia Federal investiga se os recursos intermediados por essas estruturas foram aplicados em produções cinematográficas ou se cobriram despesas de figuras públicas no exterior. Além disso, os agentes buscam determinar se as diferentes trilhas de remessa de dinheiro possuem conexões diretas entre si e quem foram os beneficiários finais de tais transferências internacionais.

A atuação de intermediários e o processo de repatriação

Para viabilizar as transações, Vorcaro acionou a empresa Entre, utilizada para intermediar pagamentos fora do país. A defesa ligada aos operadores do esquema mantém restrições de manifestação pública devido a acordos de colaboração formalizados com instâncias superiores da justiça brasileira, como a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal.

Paralelamente ao envio de divisas, os investigadores constataram que a instituição nas Bahamas também serviu para trazer recursos de volta ao Brasil. A suspeita central é de que, após a deflagração do caso Master, montantes expressivos tenham sido repatriados para custear despesas jurídicas e campanhas de relações públicas voltadas a criticar o Banco Central e concorrentes do mercado financeiro.

Litígio internacional e o destino dos bens congelados

Os valores transferidos por Vorcaro por meio da Mosaic foram alvo de bloqueio determinado pelo liquidante do Banco Master, que contratou uma empresa internacional especializada em rastreamento de ativos desviados. Atualmente, os recursos travados geram uma disputa judicial entre a instituição financeira estrangeira e o liquidante, que defende a utilização do montante para ressarcir credores e funcionários prejudicados pela quebra do banco.

No entorno do ex-banqueiro, a movimentação de bilhões de reais para o exterior gerou forte apreensão após as prisões decorrentes da derrocada da instituição. Documentos e detalhes sobre a utilização do capital fora do país, incluindo transações envolvendo obras de arte de alto valor, continuam sendo submetidos à apreciação da justiça para esclarecer a totalidade do esquema financiero.

Acompanhe todas as atualizações sobre o caso e os desdobramentos do mercado financeiro navegando pelo portal M1 Metrópole, seu canal diário para análises aprofundadas, reportagens exclusivas e cobertura jornalística transparente dos principais acontecimentos do país.

Leia mais

PUBLICIDADE