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Despedida a Benito di Paula mobiliza fãs e artistas no Theatro Municipal de São Paulo

Despedida a Benito di Paula mobiliza fãs e artistas no Theatro Municipal de São Paulo
1 de 6 O filho Rodrigo Vellozo durante o velório do pai Benito di Paula. — Foto: Van Campos/AgNews

O público paulistano, familiares e integrantes do meio cultural iniciaram nesta terça-feira (20) as últimas homenagens ao cantor e compositor Benito di Paula. O velório do artista acontece no Theatro Municipal de São Paulo, localizado no Centro da capital, com portas abertas para a visitação de fãs das 9h às 15h.

O músico morreu aos 84 anos na noite de domingo (18), no Hospital 9 de Julho, em decorrência de complicações provocadas por um câncer de próstata. O artista vinha tratando a doença há cerca de um ano. O encerramento das homenagens na região central antecede o sepultamento, programado para as 17h no Cemitério do Morumby, na Zona Sul paulistana.

Despedida no coração de São Paulo reúne fãs e familiares

A cerimônia no Theatro Municipal de São Paulo reuniu parentes próximos do sambista logo nas primeiras horas do dia. Os filhos Thiago Benito e Rodrigo Vellozo compareceram ao local para acompanhar a despedida e receber o carinho do público que foi prestar solidariedade à família.

O fluxo de visitantes ao longo do dia reflete o alcance da obra construída pelo artista ao longo de mais de cinco décadas de atuação na música brasileira. Os portões abertos permitiram que admiradores de diferentes gerações pudessem se despedir presencialmente do ícone da MPB.

Após a etapa de visitação pública no centro da cidade, o cortejo seguirá para o Cemitério do Morumby. A cerimônia de sepultamento às 17h fechará o ciclo de homenagens oficiais prestadas na capital.

Homenagens do samba e da classe artística

A despedida também mobilizou representantes de destaque da cena musical e do carnaval paulistano. Os músicos Thiago França e Rômulo Fróes estiveram presentes no Theatro Municipal para prestar solidariedade e reverenciar o legado deixado pelo compositor.

A ligação do artista com o universo das escolas de samba manifestou-se com a presença de integrantes da Águia de Ouro. Entre os representantes da agremiação estava Jacque Meira, diretora de Carnaval da escola, que prestou condolências no local. A escola de samba homenageou Benito di Paula durante seu desfile de 2025 no Sambódromo do Anhembi.

A presença da comunidade do samba reforça o impacto de Benito sobre as gerações mais recentes de arranjadores, compositores e passistas que viram em sua obra uma referência constante de inovação e brasilidade.

Trajetória marcante e a revolução do samba nos anos 1970

Nascido como Uday Velloso em 1941, na cidade de Nova Friburgo, localizada na Região Serrana do Rio de Janeiro, o artista foi criado na capital fluminense. Foi sob o nome artístico de Benito di Paula que ele ganhou projeção nacional a partir da década de 1970.

Sua entrada no cenário musical transformou a forma de interpretar o gênero, introduzindo uma sonoridade marcada pelo piano, que se tornou sua grande assinatura estética. Ao longo desse período, Benito alcançou o topo das paradas com composições que se tornaram clássicos populares, tais como:

  • “Retalhos de Cetim”, um dos maiores sucessos de sua discografia;
  • “Charlie Brown”, canção que ganhou ampla projeção no Brasil e no exterior.

A contribuição do artista pode ser consultada em registros históricos e coberturas do portal G1, que acompanhou a repercussão da trajetória do músico junto à cultura nacional.

Ligação afetiva do músico fluminense com a capital paulista

Embora tenha nascido no estado do Rio de Janeiro, Benito di Paula construiu uma relação profunda e duradoura com São Paulo. A cidade transformou-se no centro de sua rotina pessoal e de seus projetos profissionais ao longo de várias décadas.

Durante o auge do sucesso na década de 1970, o compositor viveu no bairro do Sumaré, na Zona Oeste paulistana. Anos mais tarde, estabeleceu sua residência no Morumbi, na Zona Sul, endereço que considerava um de seus locais favoritos na capital e onde permaneceu por longo período.

Essa vivência na metrópole paulistana consolidou Benito como uma figura querida e integrada ao cotidiano da cidade, tornando o Theatro Municipal um palco emblemático para a despedida derradeira do compositor.

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