Um episódio envolvendo o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) em uma casa noturna na Zona Sul de São Paulo gerou forte repercussão policial e política. De acordo com relatos colhidos pelas autoridades e por testemunhas, o parlamentar teria importunado frequentadoras do estabelecimento antes de ocorrer um disparo de arma de fogo na madrugada de segunda-feira (19).
O caso aconteceu no Santo Cupido, localizado no bairro nobre do Itaim Bibi. O estampido do tiro provocou momentos de pânico e correria entre os clientes que estavam no local. Apesar do susto e da confusão generalizada, nenhuma pessoa ficou ferida na ocorrência.
relatos de importunação e estado de embriaguez
Testemunhas oculares afirmam que o deputado aparentava estar sob efeito excessivo de álcool durante sua permanência na balada. Segundo os depoimentos prestados, o parlamentar realizava investidas insistentes e indesejadas em direção a algumas clientes, o que motivou a intervenção de amigos das mulheres envolvidas.
- testemunhas apontam comportamento insistente com frequentadoras da casa noturna
- relatos indicam que o parlamentar segurava uma taça de vinho e gesticulava de forma desordenada
- amigos de clientes intervieram para afastar a abordagem do político
- relatório da polícia militar confirma que a discussão inicial começou após investidas
O boletim de ocorrência registrado por policiais militares aponta que a confusão teve início justamente quando acompanhantes de uma das mulheres abordadas foram tirar satisfação com o político. Os agentes que atenderam o chamado também relataram que o deputado apresentava sinais evidentes de alteração decorrente da ingestão de álcool no momento da abordagem.
o momento do disparo e a apreensão da arma
A dinâmica exata que levou ao tiro ainda é apurada pelas autoridades competentes da Polícia Civil do estado. Depoimentos indicam que a confusão escalou rapidamente para um confronto físico e que o disparo ocorreu no exato instante em que o parlamentar caiu ao chão durante o tumulto generalizado.
A pistola Glock calibre .380 pertencente ao deputado foi apreendida para a realização de exames periciais. O político possui porte legal de arma, mas a principal linha de investigação aponta para a hipótese de um acionamento acidental no momento da queda, tese que depende de laudos técnicos definitivos para ser confirmada.
versão da defesa e justificativa médica
Em depoimento formal prestado à polícia, o deputado Marcelo Aguiar apresentou uma versão na qual atribui seu estado na ocasião ao uso de medicamentos. Segundo o parlamentar, ele teria passado mal devido a uma reação adversa provocada por remédios ingeridos antes de ir ao estabelecimento comercial.
A assessoria de imprensa do deputado divulgou uma nota reiterando que o episódio ocorreu em meio a uma reação medicamentosa e a uma discussão posterior. A defesa destacou ainda que o parlamentar prestou esclarecimentos e confia na apuração transparente dos fatos pela justiça.
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