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Flávio bolsonaro afasta eduardo de chancelaria e descarta cargo para jair

Flávio bolsonaro afasta eduardo de chancelaria e descarta cargo para jair
Manoella Mello - 16.out.2026/Divulgação TV Globo

Em sabatina realizada nesta sexta-feira (16) na Globo, após a exibição do Jornal Nacional, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) abordou temas centrais de sua campanha e afastou especulações sobre a composição de um eventual governo. Questionado sobre os planos para aliados e familiares, o candidato declarou que não está no radar nomear seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para cargos em sua administração, além de garantir que seu irmão, Eduardo Bolsonaro, não assumirá o comando do Ministério das Relações Exteriores.

A entrevista ocorreu em um momento decisivo da corrida eleitoral, com os candidatos intensificando a presença em sabatinas e debates para detalhar propostas e responder a questionamentos sobre alianças políticas, diretrizes econômicas e votações recentes no Congresso Nacional. Durante a sabatina, o senador também explicou posicionamentos que geraram debates públicos e tratou de propostas econômicas que têm sido alvo de embates com adversários políticos.

o debate sobre a escala de trabalho e a escuta popular

Um dos pontos abordados na sabatina foi o voto favorável do parlamentar ao fim da escala 6×1. Anteriormente, a medida havia sido classificada por ele como oportunista e eleitoreira. O candidato justificou a mudança de postura ao relatar conversas diretas com cidadãos durante viagens de campanha pelo país.

Flávio Bolsonaro afirmou que sempre defendeu maior flexibilidade para que trabalhadores e empregadores pudessem negociar jornadas, citando o exemplo de mães solo que enfrentam dificuldades no mercado formal. No entanto, segundo o senador, a percepção mudou após o contato direto com a população nas ruas.

  • Conversas diretas com trabalhadores nas ruas do país
  • Percepção de apoio majoritário à mudança na jornada
  • Defesa inicial por maior liberdade nas relações de trabalho
  • Decisão alinhada ao pleito manifestado pela maioria

propostas econômicas e o embate sobre o ajuste fiscal

Outro eixo central da entrevista foi a discussão sobre as diretrizes econômicas de sua campanha. O candidato prometeu que um eventual ajuste fiscal não resultará em perdas para o poder de compra do salário mínimo, para os pagamentos de aposentadorias ou para os investimentos mínimos constitucionais destinados às áreas de saúde e educação.

A declaração surge como resposta às críticas da campanha de seu principal adversário, o presidente Lula (PT). Os oposicionistas têm apontado que a contenção de despesas planejada pela chapa do PL — estimada em R$ 250 bilhões — poderia comprometer garantias sociais e direitos trabalhistas históricos.

O candidato do PL rebateu as críticas classificando as acusações como desinformação. Ele afirmou que o bloco governista promove um cenário de temor na sociedade ao sugerir cortes em benefícios sociais, estabilidade de servidores públicos e privatizações de estatais estratégicas, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras.

perspectivas para a reta final da campanha

As sabatinas e entrevistas com os candidatos à Presidência continuam movimentando o cenário político nacional, pautando as discussões nas redes sociais e nos principais veículos de imprensa do país. Eleitores acompanham de perto as promessas econômicas, as diretrizes sociais e as articulações políticas que definem os rumos da disputa até o dia da votação.

Para continuar bem informado sobre os desdobramentos da política nacional, as sabatinas e a cobertura completa da corrida presidencial, acompanhe as atualizações diárias no portal M1 Metrópole, que traz análises aprofundadas e apurações em tempo real.

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