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Governo federal estuda crédito e capacitação para mitigar impacto do fim da escala 6×1

Governo federal estuda crédito e capacitação para mitigar impacto do fim da escala 6x1
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A equipe econômica estuda oferecer linhas de crédito e programas de capacitação para empresas que enfrentarem dificuldades com o fim da escala de trabalho 6×1. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista concedida à TV Band, destacando que o impacto da nova emenda constitucional sobre os empregadores ainda passará por avaliações detalhadas da Agência Brasil.

Inovação e capacitação para os negócios

Durigan afirmou que o governo ainda analisa quais setores e portes de negócios sofrerão maior impacto com a transição. A intenção central é destinar suporte técnico e financeiro para que as empresas consigam reorganizar as atividades produtivas com eficiência.

Segundo o ministro, a adaptação pode envolver a modernização de processos internos, treinamentos práticos para equipes e a adoção de novas tecnologias. O objetivo é manter o ritmo produtivo mesmo operando com menos dias de trabalho na semana.

Parcerias com entidades de apoio ao setor produtivo, como o Sebrae, também estão no radar para estruturar iniciativas voltadas principalmente aos pequenos negócios.

Apoio financeiro e capital de giro

O ministério já promoveu a ampliação do limite de crédito voltado a pequenas empresas, elevando o teto anterior para R$ 500 mil. A medida inclui o uso desses recursos em operações de capital de giro, fundamentais para honrar despesas cotidianas.

Embora não tenha anunciado desonerações diretas na folha de pagamento, o ministério reforçou que o foco recai sobre financiamentos direcionados. A estratégia busca dar fôlego aos empreendedores durante o período de adaptação legislativa.

Avaliação de impactos e produtividade

A mudança na jornada foi promulgada pelo Congresso, estabelecendo dois dias de descanso semanal e a redução gradual da carga máxima de 44 para 40 horas, sem redução salarial. Dados apontam que a ampla maioria dos empregos formais no país já opera fora do modelo antigo.

Para a equipe econômica, a transição para modelos mais modernos de organização laboral pode gerar ganhos expressivos de produtividade. A aposta é na redução da rotatividade de funcionários e em processos operacionais mais ágeis.

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