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Fiscalização de bikes e patinetes elétricos em São Paulo enfrenta desafio logístico

Fiscalização de bikes e patinetes elétricos em São Paulo enfrenta desafio logístico
Foto: GABRIEL SILVA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A rotina de quem utiliza a mobilidade ativa em São Paulo passou por uma mudança significativa nesta terça-feira (13). Com o início oficial da aplicação de multas para condutores de bicicletas elétricas, patinetes e outros equipamentos autopropelidos, a capital paulista viu a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) deflagrar uma operação de fiscalização na Avenida Brigadeiro Faria Lima. A medida, que prevê penalidades de R$ 130 vinculadas ao CPF do infrator, marca uma nova etapa na tentativa do poder público de organizar o trânsito em uma cidade cada vez mais dependente de modais elétricos.

O desafio da fiscalização em tempo real

A operação, concentrada em um dos principais eixos financeiros da Zona Oeste, revelou a complexidade de controlar veículos que não possuem placas. Diferente dos automóveis, cujo monitoramento é automatizado por radares que capturam a identificação veicular, as bicicletas e patinetes exigem uma abordagem física. A necessidade de interceptar o condutor em movimento para lavrar a autuação cria um gargalo logístico, tornando a fiscalização dependente da presença constante de agentes nas vias.

Durante o primeiro dia, a presença de viaturas e motocicletas da CET e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi ostensiva. No entanto, o fluxo intenso e o risco de acidentes em manobras de parada forçada levaram os agentes a priorizar, neste momento inicial, a orientação verbal e a distribuição de material educativo. A estratégia itinerante, que deslocou o efetivo para diferentes pontos da avenida ao longo do dia, busca criar uma sensação de presença constante, ainda que a aplicação efetiva da multa dependa da abordagem direta.

Regras de velocidade e circulação

A nova regulamentação estabelece limites claros para garantir a segurança viária. Em ciclovias e ciclofaixas, a velocidade máxima permitida é de 20 km/h. Já em áreas compartilhadas com pedestres, a velocidade deve ser reduzida para 6 km/h, o equivalente a um passo humano, visando prevenir atropelamentos. É importante destacar que a circulação de patinetes elétricos em calçadas comuns é proibida, sendo permitido apenas conduzi-los a pé.

A disparidade de velocidade entre veículos motorizados e equipamentos leves também pautou as normas. Patinetes elétricos só podem compartilhar a pista com carros em vias com limite de até 40 km/h. Para as bicicletas elétricas, o limite sobe para 50 km/h, desde que trafeguem no canto da via e no mesmo sentido do fluxo. A proibição total permanece em vias de trânsito rápido, como as Marginais Tietê e Pinheiros, onde a exposição ao risco é considerada elevada.

Impacto na mobilidade urbana

O debate sobre a regulação desses modais reflete a necessidade de conciliar a eficiência do transporte individual com a segurança coletiva. Conforme dados da CET, a fiscalização visa coibir abusos que colocam em risco tanto os usuários quanto os pedestres. A transição entre o caráter educativo e a punição financeira é vista por especialistas como um passo necessário para a consolidação de uma cultura de trânsito mais respeitosa, especialmente em uma metrópole que busca ampliar suas redes de ciclovias.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos dessa operação e os reflexos da nova legislação na rotina dos paulistanos. Continue conectado ao nosso portal para obter atualizações sobre mobilidade, trânsito e os principais fatos que impactam a sua cidade com a credibilidade que você já conhece.

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