A Avenida Paulista, palco histórico de grandes manifestações em São Paulo, foi o cenário de um significativo ato político neste domingo, 11 de outubro de 2026. Com a presença do presidente Lula (PT), o evento reuniu manifestantes de esquerda em um esforço coordenado para reverter o clima de desânimo que paira sobre parte de seus apoiadores. A mobilização visa impulsionar a militância diante da desvantagem do petista na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).
A iniciativa, batizada de Marcha pela Democracia, é vista como um movimento estratégico para energizar a base eleitoral e fortalecer a campanha em um momento crucial. A concentração teve início às 11h em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), com a previsão de uma caminhada até a Praça Roosevelt, no centro da capital paulista.
Ato na Paulista: um chamado à mobilização em momento decisivo
O ato na Avenida Paulista não é apenas uma demonstração de força, mas um apelo direto à militância para que se engaje ativamente na reta final da campanha. Convocado por uma coalizão de comunidades de fãs, entidades estudantis, movimentos sociais e partidos de esquerda, o evento contou com a participação de diversos políticos e artistas, buscando amplificar a mensagem de união e resistência.
A escolha da Paulista, um dos cartões-postais e epicentros de manifestações políticas no Brasil, reforça o simbolismo do encontro. Em um cenário de polarização e intensa disputa, a presença de Lula no local busca reacender a chama do entusiasmo e mobilizar eleitores que, segundo pesquisas, podem estar desmotivados.
Cenário eleitoral e a busca por um novo fôlego
O esforço da esquerda para reverter o desânimo é impulsionado pelos resultados do primeiro levantamento Datafolha após a definição do segundo turno. A pesquisa indicou que Flávio Bolsonaro lidera com 52% dos votos válidos, enquanto Lula aparece com 48%. Essa desvantagem, embora estreita, acende um alerta na campanha petista, que busca estratégias para virar o jogo.
O próprio presidente Lula, em declaração a aliados na última quarta-feira, admitiu que sua campanha no primeiro turno foi “aquém da minha possibilidade”. A crítica velada ao coordenador da campanha, Edinho Silva, por sua condução do processo, revela a percepção interna de que o desempenho poderia ter sido melhor e a necessidade de ajustes para o segundo turno.
A frente digital e a controvérsia do ‘Exército do Lula’
Paralelamente à mobilização nas ruas, a campanha de Lula também investiu na frente digital. O deputado federal André Janones (Rede-MG) assumiu a tarefa de ampliar a presença online, criando o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, que rapidamente angariou mais de 3 milhões de membros. A iniciativa visava a propagação de conteúdo e o engajamento da militância nas redes sociais.
No entanto, a estratégia digital enfrentou um revés. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo a derrubada do canal. A decisão atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação, evidenciando a intensidade da batalha eleitoral também no ambiente virtual.
A agenda do adversário e a disputa em São Paulo
Enquanto a esquerda se mobilizava na Paulista, Flávio Bolsonaro também cumpria agenda em São Paulo. O adversário de Lula realizou um encontro no centro da cidade com prefeitos da região metropolitana e vereadores. Essa movimentação simultânea sublinha a importância estratégica do estado de São Paulo na disputa presidencial, um dos maiores colégios eleitorais do país.
A concentração de esforços de ambos os lados na capital paulista demonstra o reconhecimento da relevância de conquistar o eleitorado local e regional. A disputa se acirra, com cada campanha buscando maximizar sua presença e mensagem, tanto nas ruas quanto nos bastidores políticos.
A Marcha pela Democracia na Avenida Paulista, com a presença de Lula, representa mais do que um simples ato político; é um termômetro da capacidade de mobilização da esquerda brasileira e um indicativo da intensidade da batalha pelo segundo turno. O resultado das urnas dependerá, em grande parte, da capacidade das campanhas de reverter desânimos, engajar suas bases e comunicar suas propostas de forma eficaz até o dia da eleição. Para acompanhar todos os desdobramentos dessa corrida presidencial e outras notícias relevantes, continue conectado ao M1 Metrópole, seu portal de informação atualizada e contextualizada. Nosso compromisso é com a qualidade e a profundidade da notícia, para que você esteja sempre bem informado sobre os fatos que impactam o Brasil e o mundo. Acesse a seção de política da Folha de S.Paulo para mais análises sobre o cenário nacional.