PUBLICIDADE

Autoridades descartam serial killer em SP após onda de boatos sobre corpos encontrados

Autoridades descartam serial killer em SP após onda de boatos sobre corpos encontrados
1 de 6 Corpo é encontrado no dia 5 de setembro completamente ensacado e amarrado em rua do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo — Foto: Reprodução/Redes sociais

A circulação de informações desencontradas nas redes sociais gerou um clima de apreensão em São Paulo nas últimas semanas. O motivo foi o agrupamento de nove casos de homicídios ocorridos entre o início de setembro e o começo de outubro, que levou internautas a especularem sobre a suposta atuação de um serial killer na capital paulista. Diante da repercussão e do medo coletivo, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) intervieram para esclarecer a situação.

Investigação afasta hipótese de assassino em série

O secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, e a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, foram enfáticos ao negar qualquer conexão entre as mortes. Segundo as autoridades, não há provas que liguem os crimes a um único autor. A polícia ressalta que os casos, embora apresentem características comuns — como corpos encontrados em sacos plásticos, amarrados ou enrolados em cobertores —, possuem dinâmicas e motivações distintas, sendo investigados individualmente pelas equipes especializadas.

A delegada Ivalda Aleixo utilizou as redes sociais para pedir cautela à população. Ela destacou que transformar crimes reais em uma narrativa de terror prejudica o trabalho investigativo e causa sofrimento adicional às famílias das vítimas. Até o momento, oito dos nove corpos localizados foram identificados, sendo sete homens e uma mulher, mas nenhum suspeito pelos homicídios foi preso ou identificado oficialmente.

A sombra dos tribunais do crime

Uma das principais linhas de investigação apontadas pela polícia é a possível relação dos homicídios com os chamados tribunais do crime. Esse sistema clandestino, operado por facções criminosas como o PCC, é utilizado para julgar e punir indivíduos que supostamente desrespeitam as normas impostas pelo crime organizado. As execuções, muitas vezes marcadas por requintes de crueldade, servem como uma forma de controle territorial e intimidação.

Conforme reportagem publicada pelo g1, o histórico de mortes com características de justiçamento é monitorado pelas autoridades há anos. A polícia aponta que parte das vítimas encontradas recentemente possuía antecedentes criminais, o que reforça a suspeita de envolvimento em disputas internas ou acertos de contas ligados a grupos criminosos, e não a um assassino aleatório agindo nas ruas.

Distribuição geográfica e o impacto do medo

Os nove episódios foram registrados em diversas regiões da cidade: quatro na Zona Leste, três na Zona Sul, um na Zona Norte e um na Zona Oeste. A ausência de ocorrências no centro da capital e a variedade de locais reforçam, para os investigadores, a tese de que os crimes não possuem um padrão geográfico que indique um único executor. A Secretaria da Segurança Pública reforçou que trabalha com diversas hipóteses, incluindo vingança e execuções por justiçamento.

O M1 Metrópole segue acompanhando o desenrolar das investigações do DHPP sobre esses casos. Nossa equipe está comprometida em trazer informações apuradas, combatendo a desinformação e mantendo o leitor atualizado sobre os fatos que impactam a segurança pública e o cotidiano da metrópole. Continue acompanhando nosso portal para mais desdobramentos sobre este e outros temas de relevância social.

Leia mais

PUBLICIDADE