Ajuste salarial e gratificações no Fundo Social
O governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), oficializou nesta segunda-feira (5) a concessão de gratificações mensais a quatro servidores que atuam no Fundo Social de São Paulo. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, integra uma série de movimentações administrativas na estrutura do órgão, que é responsável por articular políticas de assistência social e parcerias estratégicas na administração paulista.
Entre os beneficiados pela decisão está Raquel Berti, subsecretária do Fundo Social. Considerada uma das principais colaboradoras da primeira-dama do estado, Cristiane Freitas, Berti passará a receber um adicional mensal de R$ 8.869,70. Com o acréscimo, a remuneração bruta da servidora atinge R$ 33.231,25, valor que soma o salário base de R$ 24.361,55. Além disso, a subsecretária mantém rendimentos adicionais por sua atuação no conselho de administração da Companhia Paulista de Parcerias, que somam R$ 10.366,63, conforme dados disponíveis no Portal da Transparência.
Contexto político e critérios da administração
A figura de Raquel Berti tem sido alvo de atenção no cenário político estadual. Em agosto, a subsecretária foi vista participando de eventos relacionados à campanha de reeleição de Tarcísio de Freitas, o que gerou debates sobre a atuação de ocupantes de cargos de confiança em agendas político-partidárias. A proximidade de Berti com o núcleo central do governo, especialmente com a primeira-dama, torna a movimentação salarial um ponto de observação para analistas da gestão pública.
Além de Berti, o ato administrativo contemplou outros três servidores do Fundo Social: Kelly Cristine Santos de Andrade, Luciano Teixeira Falcão e Ricardo Ribeiro de Souza. Eles receberão gratificações mensais de R$ 6.335,50, R$ 4.434,85 e R$ 4.434,85, respectivamente.
Posicionamento do governo estadual
Em nota enviada ao portal, a gestão Tarcísio defendeu a legalidade dos pagamentos. Segundo o governo, a gratificação de representação é um instrumento previsto na legislação estadual desde 1968. A administração argumenta que o benefício passou por uma modernização administrativa e que sua concessão atual é disciplinada por um decreto de 2025, sob a responsabilidade da Casa Civil.
O governo estadual enfatizou que a medida não é restrita ao grupo mencionado. De acordo com os dados oficiais, o Fundo Social conta com 80 funcionários, dos quais 61 recebem o bônus. “O decreto estabelece que a Gratificação de Representação pode ser concedida para atender a situações específicas, a critério de cada Secretário de Estado, do Procurador-Geral do Estado e dos dirigentes de autarquias, nos termos previstos na legislação”, reforçou a assessoria da gestão.
O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos da administração pública paulista e o uso dos recursos estaduais. Para continuar bem informado sobre os bastidores da política, economia e os principais fatos que impactam o cotidiano, continue acessando nosso portal, onde mantemos o compromisso com a apuração rigorosa e o jornalismo de qualidade.