O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) deu início ao processo de seleção para a edição de 2027 do projeto Imersão Científica, braço do programa Futuras Cientistas. A iniciativa busca aproximar estudantes do ensino médio e docentes da rede pública estadual da rotina de pesquisa em centros tecnológicos de referência em todo o Brasil. As inscrições seguem abertas até o dia 26 de outubro e a participação é gratuita.
Com um total de 470 vagas disponíveis, o programa visa reduzir a disparidade de gênero em áreas estratégicas conhecidas pela sigla STEM — ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Ao oferecer um contato direto com o ambiente laboratorial, o governo federal pretende incentivar a permanência e o interesse de meninas e mulheres na carreira científica, combatendo barreiras históricas que ainda limitam a representatividade feminina nesses setores.
Estrutura e funcionamento da imersão científica
A experiência prática está programada para ocorrer entre os dias 4 e 29 de janeiro de 2027. Durante 20 dias úteis, as selecionadas cumprirão uma carga horária de 80 horas de atividades, acompanhando de perto o cotidiano de pesquisadores brasileiros. O objetivo é que as participantes não apenas observem, mas vivenciem os desafios e as metodologias aplicadas no desenvolvimento de tecnologias e inovações nacionais.
Para viabilizar a participação, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concederá um auxílio financeiro de R$ 300 para todas as selecionadas que iniciarem as atividades. Além disso, o programa contempla a modalidade remota com 20 projetos específicos, garantindo que participantes de diversas regiões possam integrar a iniciativa sem a necessidade de deslocamento físico. Nestes casos, o programa envia um kit de materiais para que os experimentos sejam realizados em ambiente doméstico.
Critérios de seleção e ações afirmativas
Das 470 vagas totais, 320 são destinadas a alunas do 2º ano do ensino médio da rede pública, enquanto 150 são reservadas para professoras da mesma rede. O processo seletivo exige a apresentação de documentos de identificação, boletim escolar ou diploma de licenciatura, além do Currículo Lattes. As candidatas podem optar por um dos 114 projetos de trabalho disponíveis no site oficial do programa.
Um ponto central do edital é o compromisso com a diversidade. O programa estabelece cotas específicas para garantir uma representação mais ampla na ciência: 30% das vagas são destinadas a candidatas pretas, pardas, indígenas ou quilombolas, enquanto 5% são reservadas para pessoas com deficiência e outros 5% para mulheres transexuais, travestis e intersexo. Essa política busca democratizar o acesso às oportunidades de formação de elite no país.
O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desta iniciativa e os impactos das políticas de incentivo à educação científica no Brasil. Continue acessando nosso portal para se manter informado sobre as principais oportunidades de capacitação, ciência e tecnologia que transformam o cenário nacional.