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Justiça mantém prisão de sócio oculto após desabamento que matou seis pessoas em São Paulo

Justiça mantém prisão de sócio oculto após desabamento que matou seis pessoas em São Paulo
Foto: TV Globo

A decisão judicial e o desenrolar das investigações

A Justiça de São Paulo confirmou a manutenção da prisão temporária de Ronaldo Vivacqua, apontado pelas autoridades como sócio oculto de uma das empresas responsáveis pela obra que resultou em uma tragédia na zona leste da capital. O desabamento de um prédio em construção sobre uma residência vizinha, na Rua Tequici, na Penha, vitimou seis pessoas, incluindo uma criança de 7 anos, e gerou uma complexa investigação sobre negligência e irregularidades estruturais.

Além de Ronaldo, a Polícia Civil solicitou a prisão de outros dois nomes ligados ao empreendimento: Cristiano Vivacqua, filho de Ronaldo e engenheiro responsável pelo projeto, e Isis Brandão, formalmente registrada como proprietária da empresa. Até o momento, ambos permanecem na condição de foragidos, enquanto as autoridades intensificam as buscas e a coleta de depoimentos.

A tese de sócio oculto e a conduta dos envolvidos

A investigação conduzida pela Polícia Civil aponta que, embora o nome de Ronaldo Vivacqua não constasse nos registros oficiais das empresas, ele exercia papel central na gestão do projeto. A delegada Safira Borges Moreira Parente destacou que depoimentos de testemunhas e documentos colhidos indicam que ele participava efetivamente da administração e das decisões da obra.

A defesa de Ronaldo Vivacqua contesta a versão policial. Segundo os advogados, ele não exercia função de direção e apenas acompanhava o filho, Cristiano, nas atividades técnicas. A defesa classificou a prisão como “prematura” e informou que buscará a revogação da medida. Sobre os outros dois investigados, os advogados afirmaram que eles estão no estado de São Paulo e devem se apresentar às autoridades voluntariamente em breve.

Irregularidades e o alerta dos vizinhos

Um dos pontos cruciais do inquérito é a possível negligência quanto aos sinais de instabilidade da estrutura. Vizinhos relataram à polícia que a casa atingida já apresentava rachaduras antes do colapso. Um morador afirmou ter tentado contato com os responsáveis pelo imóvel para alertar sobre os danos, sem sucesso. A Polícia Científica trabalha agora na perícia técnica para determinar se o desabamento poderia ter sido evitado.

A situação é agravada por um histórico de pendências administrativas. A Prefeitura de São Paulo, por meio da Controladoria Geral do Município (CGM), abriu uma investigação para apurar por que uma demolição exigida como condição para o alvará da nova obra não foi executada, apesar de uma vistoria de fevereiro de 2024 ter atestado falsamente o cumprimento da ordem. Uma servidora pública foi afastada preventivamente enquanto o caso é apurado.

Compromisso com a informação

O desabamento na Penha expõe questões críticas sobre fiscalização urbana e responsabilidade civil em grandes metrópoles. A Prefeitura de São Paulo e a Polícia Civil seguem com as apurações para esclarecer as causas exatas da tragédia e a extensão das responsabilidades. O M1 Metrópole continua acompanhando os desdobramentos deste caso, trazendo atualizações precisas e contextualizadas sobre as investigações e as medidas tomadas pelas autoridades. Siga conosco para se manter informado sobre este e outros temas que impactam a rotina da nossa cidade.

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