Aumento de casos e o alerta epidemiológico
A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou, nesta sexta-feira (11), a notificação de dois novos casos de sarampo na capital paulista. Com essa atualização, o estado de São Paulo atinge a marca de 32 ocorrências da doença em 2026. O cenário acende um alerta para as autoridades sanitárias, especialmente considerando que, durante todo o ano de 2025, foram registrados apenas dois casos em todo o território estadual.
Os pacientes diagnosticados recentemente são uma menina de 6 meses, que apresentava o esquema vacinal incompleto, e um homem de 28 anos, que possuía registro de vacinação. De acordo com os dados oficiais, a grande maioria dos infectados neste ano — 23 pessoas — não possuía o histórico vacinal completo ou sequer havia recebido a primeira dose do imunizante, reforçando a importância da cobertura vacinal como barreira contra o vírus.
Estratégia de vacinação na zona norte
Em resposta ao avanço das notificações, a prefeitura retomou, na última quarta-feira (9), a vacinação indiscriminada contra o sarampo. A medida é voltada para pessoas com idades entre 6 meses e 59 anos residentes nos distritos de Vila Maria, Vila Medeiros e Vila Guilherme, localizados na zona norte da capital. A ação busca conter cadeias de transmissão identificadas e monitoradas pelas equipes de vigilância epidemiológica desde agosto.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é a principal ferramenta de controle da doença. O imunizante está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado. Para facilitar o acesso da população, a prefeitura mantém o atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, com reforço aos sábados nas unidades AMAs/UBSs Integradas.
Calendário vacinal e proteção coletiva
O Ministério da Saúde mantém diretrizes claras para a proteção da população. O esquema recomendado prevê a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses de idade e a segunda, aos 15 meses, com a vacina tetraviral (que adiciona proteção contra a varicela). Para adultos, a orientação varia conforme a faixa etária e o histórico vacinal:
- Pessoas de 1 a 29 anos: devem comprovar duas doses da tríplice viral.
- Adultos de 30 a 59 anos: devem possuir pelo menos uma dose registrada.
- Profissionais de saúde: independentemente da idade, precisam comprovar duas doses.
A consulta sobre a situação vacinal e a localização da unidade de saúde mais próxima pode ser feita através da plataforma Busca Saúde. A manutenção de altas taxas de cobertura vacinal é essencial para evitar que doenças controladas voltem a circular de forma endêmica no país.
O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos da situação epidemiológica em São Paulo e as orientações das autoridades de saúde. Continue conosco para se manter informado sobre as principais notícias que impactam o seu cotidiano, com a credibilidade e a profundidade que você exige.