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Joias dentais como a de Virginia Fonseca exigem cuidados redobrados com a higiene bucal

Joias dentais como a de Virginia Fonseca exigem cuidados redobrados com a higiene bucal
Virginia Fonseca no Instagram

A tendência das joias dentais e o caso Virginia Fonseca

A aplicação de adornos em pedras preciosas sobre os dentes, prática que ganhou visibilidade recente após a influenciadora Virginia Fonseca exibir diamantes em formato de “V” em seu sorriso, desperta curiosidade e debate entre especialistas. O procedimento, que utiliza materiais odontológicos para fixar joias diretamente no esmalte, é considerado semipermanente e tem se tornado uma tendência estética entre personalidades nas redes sociais.

Embora o resultado visual seja o foco das publicações, cirurgiões-dentistas alertam que a intervenção exige critérios técnicos rigorosos. A aplicação não é apenas um ato estético, mas um procedimento que altera a superfície do dente e, consequentemente, demanda uma rotina de cuidados mais atenta para evitar prejuízos à saúde bucal a longo prazo.

O procedimento técnico e a segurança do esmalte

Diferente de procedimentos invasivos que exigem desgaste da estrutura dentária, a fixação de joias dentais assemelha-se à colagem de braquetes ortodônticos. O processo envolve a limpeza e o isolamento da área, seguido pelo condicionamento controlado do esmalte e a aplicação de resina composta, finalizada com a luz de um fotopolimerizador.

Segundo o cirurgião-dentista Flávio Pinheiro, a técnica, quando executada corretamente, dispensa perfurações ou desgastes com brocas. Contudo, o sucesso do procedimento depende da qualidade dos materiais e da avaliação prévia do profissional. O custo é variável, podendo oscilar de valores acessíveis para cristais até quantias elevadas, na casa dos milhares de reais, quando se trata de diamantes verdadeiros ou designs personalizados.

Riscos de higiene e a importância da manutenção

O principal ponto de atenção reside na manutenção da limpeza. A presença de uma peça sobre o dente cria um relevo que pode atuar como um ponto de retenção para restos de alimentos e placa bacteriana. Se a higienização for negligenciada, o paciente fica mais exposto a problemas como inflamação gengival, mau hálito e até o surgimento de cáries ao redor da resina.

O cirurgião-dentista Carlos Reis, da Belune Odontologia, reforça que a joia, por si só, não é a causa direta de doenças, mas atua como um facilitador do acúmulo de sujeira. “É preciso usar uma escova macia e escovar no sentido da gengiva para o dente, removendo a sujeira sem aplicar força excessiva sobre a superfície dentária”, orienta o especialista.

Avaliação individual e contraindicações

Antes de optar pelo adorno, é fundamental que o paciente passe por uma avaliação clínica completa. O procedimento é contraindicado para quem apresenta cáries ativas, desmineralização do esmalte ou doenças gengivais, que devem ser tratadas antes de qualquer intervenção estética. Além disso, pacientes com bruxismo ou hábitos de morder objetos rígidos possuem um risco elevado de soltar ou fraturar a joia.

Outro ponto de cautela envolve dentes que já possuem restaurações, facetas ou coroas. Nesses casos, a adesão da resina pode ser diferente daquela aplicada no esmalte natural, e a remoção futura da joia exige extremo cuidado para não comprometer a integridade do material protético subjacente. Para mais informações sobre saúde e bem-estar, continue acompanhando as atualizações do M1 Metrópole, seu portal de referência em notícias com credibilidade e contexto.

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