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Crise em ateliê de noivas em São Paulo vira alvo de investigação policial

Crise em ateliê de noivas em São Paulo vira alvo de investigação policial
Foto: Reprodução

O sonho do casamento transformou-se em um pesadelo logístico e emocional para dezenas de noivas que contrataram os serviços da My Vintage Dress, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. A poucos dias de suas cerimônias, clientes relatam a falta de entrega das peças, falhas na comunicação com a empresa e a ausência de prazos claros, o que culminou em uma série de protestos na porta do estabelecimento e, finalmente, na abertura de uma investigação por parte da Polícia Civil.

O impacto da crise na rotina das noivas

A situação ganhou contornos críticos nos últimos dias, quando noivas perceberam que o prazo de entrega de seus vestidos estava expirando sem qualquer retorno satisfatório da marca. Relatos nas redes sociais descrevem o desespero de mulheres que, com o casamento marcado para os próximos dias, se viram obrigadas a buscar alternativas de última hora. A falta de transparência da empresa, que chegou a exibir um status de “temporariamente fechada” em plataformas de navegação, intensificou a angústia das consumidoras.

Mobilização e conflitos no ateliê

A tensão acumulada transbordou na segunda-feira (31), quando um grupo de clientes compareceu ao endereço físico da loja em busca de respostas. O que deveria ser uma cobrança pacífica escalou para uma situação de tumulto. A proprietária da marca, Camila Rossi, alega que houve uma “entrada coletiva e não autorizada” de mais de 50 pessoas no local, o que teria resultado na retirada de algumas peças do acervo por questões de segurança. O episódio se repetiu na manhã de terça-feira (1º), exigindo a presença da Polícia Militar para conter os ânimos.

Justificativas da empresa e o entrave na produção

Em nota oficial, a defesa da My Vintage Dress, representada pela advogada Thaís Brito, atribui os problemas a um volume excepcional de pedidos e a desafios operacionais na linha de produção. Segundo a defesa, a empresa optou por suspender novas vendas para concentrar esforços nos contratos vigentes. A advogada argumentou ainda que houve uma busca por elevar a qualidade dos vestidos, o que teria comprometido o cronograma original de entregas. A empresa nega o encerramento das atividades e afirma que está mobilizando sua equipe para honrar os compromissos, priorizando as noivas com datas mais próximas.

Investigação policial e atuação do Procon

O caso tomou uma proporção jurídica definitiva nesta quarta-feira (2), quando a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que a Polícia Civil passou a investigar o episódio como estelionato. As ocorrências estão sendo centralizadas pelo 14º Distrito Policial de Pinheiros. Paralelamente, o Procon-SP interveio, convocando a proprietária para prestar esclarecimentos e apresentar um cronograma detalhado de entregas. O diretor-executivo do órgão, Luis Orsatti Filho, reforçou que eventuais dificuldades internas da empresa não eximem a responsabilidade perante o consumidor e orientou as noivas a buscarem reparação judicial, inclusive por danos materiais, caso tenham que arcar com custos extras para substituir os vestidos não entregues.

O M1 Metrópole segue acompanhando o desenrolar deste caso, trazendo atualizações sobre as investigações e os desdobramentos para as consumidoras afetadas. Continue conectado ao nosso portal para informações apuradas e relevantes sobre o cenário regional e nacional.

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