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Ibovespa sobe 1,3% e atinge maior patamar em quatro meses impulsionado pelo petróleo

Ibovespa sobe 1,3% e atinge maior patamar em quatro meses impulsionado pelo petróleo
© REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta terça-feira (1º) com um desempenho robusto, ignorando as incertezas globais e focando na valorização das commodities. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 1,3%, alcançando 179.722,48 pontos. Este resultado marca o maior nível de fechamento para o indicador em quase quatro meses, consolidando uma recuperação importante após períodos de oscilação.

Enquanto a bolsa brasileira celebrava o otimismo, o dólar comercial seguiu trajetória oposta. A moeda estadunidense encerrou o dia cotada a R$ 5,153, registrando uma queda de 0,54%. Com esse movimento, o dólar amplia sua desvalorização acumulada no ano para 6,12%, refletindo um cenário onde o apetite ao risco por ativos de mercados emergentes encontrou suporte na alta dos preços do petróleo.

O papel do petróleo na valorização da bolsa

A disparada dos preços do petróleo no mercado internacional foi o principal motor da sessão. O barril do tipo Brent, referência global, saltou 4,6%, encerrando o dia a US$ 94,65, enquanto o WTI subiu 5,2%, cotado a US$ 90,22. Esse movimento foi desencadeado por novos relatos de tensões geopolíticas envolvendo ataques dos Estados Unidos contra alvos no Irã, o que reacendeu temores sobre a estabilidade do fornecimento global, especialmente no estratégico Estreito de Ormuz.

Como consequência direta, as ações da Petrobras, que possuem grande peso na composição do Ibovespa, lideraram os ganhos. Os papéis preferenciais da estatal valorizaram 4,11%, enquanto os ordinários subiram 4,14%. O mercado também reagiu ao anúncio recente de um reajuste de 13,9% no preço médio do querosene de aviação, somado aos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que confirmaram um recorde na produção nacional de 4,5 milhões de barris por dia em julho.

PIB e as expectativas para a taxa Selic

A divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre trouxe um tom de cautela inicial aos investidores. A economia brasileira registrou um crescimento de 0,5%, um ritmo inferior à expansão de 1,1% observada no primeiro trimestre. Embora o dado revele uma desaceleração, com impactos visíveis no consumo das famílias e na atividade industrial, o mercado interpretou o resultado como um sinal de que o Banco Central possui margem para continuar o ciclo de cortes na Taxa Selic, atualmente em 14% ao ano.

Essa perspectiva de juros menores costuma ser um fator de atração para o mercado acionário, embora, em um primeiro momento, possa pressionar o câmbio ao reduzir o diferencial de juros que atrai capital estrangeiro. Apesar da saída líquida de recursos estrangeiros observada no final de agosto, o fluxo de hoje demonstrou que o mercado local encontrou força própria para sustentar os ganhos, descolando-se do pessimismo visto em Wall Street, onde o S&P 500 recuou 0,71%.

O M1 Metrópole segue acompanhando de perto os movimentos da economia brasileira e os desdobramentos das tensões internacionais que impactam o seu bolso. Continue conectado em nosso portal para análises diárias, coberturas completas sobre o mercado financeiro e as notícias que moldam o cenário nacional com a credibilidade que você já conhece.

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