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Anvisa proíbe comercialização e uso de produtos da marca United Labz no Brasil

Anvisa proíbe comercialização e uso de produtos da marca United Labz no Brasil
Reprodução/United Labz

Medida restritiva contra a United Labz

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (1º), a proibição total da comercialização, fabricação, importação, armazenamento, distribuição, transporte e propaganda de todos os produtos fabricados pela marca United Labz. A decisão, formalizada no Diário Oficial da União, visa conter a circulação de substâncias que não possuem registro, notificação ou cadastro sanitário válido no país.

A agência reguladora classificou os produtos da empresa como irregulares, destacando que a procedência dos itens é desconhecida. A medida abrange todo o território nacional e visa proteger a saúde pública diante da oferta de medicamentos sem qualquer garantia de eficácia ou segurança sanitária.

O mercado paralelo de emagrecedores

A United Labz, que se apresenta em seu site oficial como uma companhia sediada em Delaware, nos Estados Unidos, foca sua atuação na venda de substâncias voltadas ao controle de peso, como a tirzepatida e a retatrutida. A empresa utiliza estratégias de marketing que associam o uso de seus produtos a um estilo de vida de celebridades, buscando atrair consumidores brasileiros interessados em emagrecimento rápido.

No Brasil, a comercialização de tirzepatida é restrita. A patente da molécula pertence à farmacêutica Eli Lilly, o que torna qualquer outra marca que ofereça o princípio ativo no mercado nacional ilegal. Já a retatrutida, também desenvolvida pela mesma farmacêutica, encontra-se atualmente em fase de pesquisas clínicas e ainda não possui aprovação de órgãos reguladores em nenhum país do mundo.

Riscos e falsas promessas de pureza

Para tentar conferir credibilidade à operação, a United Labz disponibiliza em seu portal uma seção denominada “Testes de Pureza”, onde alega que seus produtos possuem índices de pureza superiores a 99%. A empresa cita laboratórios independentes nos Estados Unidos para validar tais resultados, contudo, a ausência de fiscalização oficial torna essas informações inverificáveis e potencialmente enganosas.

Especialistas e representantes da indústria farmacêutica alertam que o consumo de substâncias adquiridas no mercado clandestino representa um risco grave à saúde. Em declarações anteriores à agência de notícias Reuters, o diretor médico da Eli Lilly, David Hyman, enfatizou que o que é vendido nesses canais não passa por testes de segurança e eficácia, tratando-se de produtos não verificados que não justificam o risco à vida dos usuários.

Uso indevido de normas de importação

A empresa utiliza a RDC 81/2008 da Anvisa como argumento para justificar sua operação, alegando que o cidadão brasileiro possui o direito legal de importar medicamentos para uso pessoal mediante prescrição médica. No entanto, a agência esclarece que essa norma não autoriza a importação de produtos sem registro sanitário ou que sejam comercializados por empresas sem autorização de funcionamento no Brasil.

A determinação da Anvisa reforça que a importação para uso próprio não exime o produto de cumprir as exigências de segurança e qualidade impostas pela legislação brasileira. O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desta fiscalização e os impactos das ações da Anvisa na proteção do consumidor. Continue conosco para se manter informado sobre saúde, tecnologia e os fatos que movimentam o cenário nacional.

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