PUBLICIDADE

Patrimônio de candidatos a governador revela fortunas milionárias nas eleições de 2026

Patrimônio de candidatos a governador revela fortunas milionárias nas eleições de 2026
Buscar política eleições 2026 STF Folhajus datafolha governo lula Brasília Hoje prisão de Bolsonaro Congresso Nacional dê um conteúdo benefício do assinante Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler

A corrida eleitoral de 2026 traz à tona, mais uma vez, a radiografia financeira daqueles que buscam o comando dos estados brasileiros. Entre os postulantes aos cargos de governador, o cenário revela disparidades significativas, com nomes que acumulam centenas de milhões de reais em bens declarados à Justiça Eleitoral. O levantamento aponta que, entre os três candidatos mais ricos, houve um crescimento patrimonial expressivo em comparação ao pleito de 2022, mesmo após a correção pela inflação do período.

O topo da lista e a evolução patrimonial

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), lidera o ranking de riqueza entre os candidatos aos Executivos estaduais. Com um patrimônio declarado de R$ 575,6 milhões, o político mantém a dianteira no cenário nacional. Em segundo lugar, a professora Maria do Carmo (PL-AM) aparece com R$ 118,4 milhões, seguida pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil-BA), que declarou R$ 84,8 milhões.

Para analisar a evolução real desses valores, é necessário considerar a inflação acumulada de 19,4% entre agosto de 2022 e julho de 2026, conforme o IPCA. Mesmo com o ajuste, o crescimento patrimonial desses três nomes foi notável: 27,2% para Pivetta, 70,4% para ACM Neto e um salto de 571,4% para Maria do Carmo em relação às últimas eleições gerais.

Transparência e limites da declaração eleitoral

A obrigatoriedade de declarar bens à Justiça Eleitoral é um pilar de transparência no sistema democrático brasileiro. Contudo, especialistas apontam que o modelo atual possui limitações técnicas. Diferente da declaração de Imposto de Renda, que possui finalidade fiscal, a prestação de contas eleitoral foca na publicidade dos ativos. Candidatos não são obrigados a detalhar endereços de imóveis ou razões sociais de empresas, o que torna complexo o rastreio detalhado da origem ou da valorização específica de certos bens.

O patrimônio de Otaviano Pivetta, por exemplo, concentra-se majoritariamente em fundos de investimentos no exterior, que somam R$ 294,4 milhões, e em ações de empresas não identificadas, totalizando R$ 279,1 milhões. Em 2022, o cenário era distinto, com registros que incluíam fundos específicos, como a BFL Administração de Recursos, evidenciando como a estrutura de ativos pode sofrer alterações significativas ao longo de quatro anos.

Diversidade de perfis no grupo dos dez mais ricos

Além do trio que lidera a lista, outros nomes compõem o grupo dos dez candidatos com maior patrimônio declarado. A lista inclui Wilder Morais (PL-GO), com R$ 65,2 milhões, e Ataídes de Oliveira (Novo-TO), com R$ 54,5 milhões. O rol de milionários é completado por Kiko Caputo (Novo-DF), Hildon Chaves (União-RO), Alexandre Salomão (Mobiliza-PR), Ricardo Ferraço (MDB-ES) e Eduardo Riedel (PP-MS).

A presença de empresários, produtores rurais e profissionais liberais reflete a diversidade de trajetórias que buscam o Executivo estadual. A transparência desses dados, disponível para consulta pública no Tribunal Superior Eleitoral, permite que o eleitor acompanhe não apenas a capacidade financeira dos candidatos, mas também como seus ativos se comportam ao longo da vida pública e privada.

O M1 Metrópole segue acompanhando o desenrolar das eleições de 2026, trazendo análises aprofundadas sobre o perfil dos candidatos e os impactos das decisões políticas na vida dos brasileiros. Continue conosco para se manter informado com credibilidade, variedade de temas e compromisso com o jornalismo de qualidade.

Leia mais

PUBLICIDADE