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Dólar recua para R$ 5,14 com otimismo global e alívio no mercado financeiro

Dólar recua para R$ 5,14 com otimismo global e alívio no mercado financeiro
Principais números do mercado nesta sexta (21 Dólar comercial: R$ 5,142 (-1%

O mercado financeiro brasileiro encerrou a última sexta-feira (21) com um fôlego renovado, marcado pela queda do dólar e uma recuperação expressiva da Bolsa de Valores. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,142, registrando uma baixa de 1% no dia, o que representa o menor patamar de fechamento em pouco mais de dez dias. O movimento reflete um cenário de maior apetite por risco por parte dos investidores, impulsionado tanto por fatores domésticos quanto por uma conjuntura externa mais favorável.

Otimismo e queda do dólar no cenário global

A desvalorização da moeda estadunidense não foi um fenômeno isolado no Brasil. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou para a casa dos 98,856 pontos, atingindo seu menor nível em três meses. Esse enfraquecimento global é atribuído, em grande parte, às expectativas em torno das operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos, o que injeta maior liquidez no sistema e reduz a pressão sobre a divisa.

Com esse cenário, o real se destacou como uma das moedas de melhor desempenho entre os países emergentes, acompanhado pelo peso chileno. A melhora no humor dos investidores internacionais também beneficiou o euro e a libra esterlina, que alcançaram patamares de valorização não vistos há meses. Para o investidor brasileiro, o recuo do dólar — que acumulou queda de 1,53% na semana — traz um alívio pontual diante das incertezas que ainda rondam o cenário eleitoral e fiscal do país.

Recuperação do Ibovespa e fluxo estrangeiro

A B3 também acompanhou o otimismo, com o Ibovespa fechando em alta de 1,85%, aos 171.031,73 pontos. O índice engatou a terceira alta consecutiva, consolidando um ganho semanal de 2,45%. Apesar do desempenho positivo recente, o mercado ainda monitora com cautela o saldo mensal, que registra queda de 3,91%, reflexo de um início de agosto marcado por forte volatilidade e aversão ao risco.

O setor bancário foi um dos principais motores da alta no pregão, ajudando a sustentar o índice em um momento de atenção redobrada ao fluxo de capital estrangeiro. Dados da B3 indicam que, até o dia 19 de agosto, houve uma saída líquida de R$ 22 bilhões em capital externo da bolsa brasileira. A recuperação observada na sexta-feira é vista por analistas como uma tentativa de correção após a sequência de perdas acentuadas registradas nas semanas anteriores.

Tensões geopolíticas e o preço do petróleo

Enquanto o mercado financeiro celebrava a queda do dólar, o setor de energia permanecia em alerta. O petróleo, referência fundamental para a economia global, fechou em alta, com o barril do tipo Brent cotado a US$ 94,39. A valorização de 6,6% acumulada na semana é um reflexo direto das tensões persistentes entre os Estados Unidos e o Irã, que mantêm o mercado sob constante sobressalto.

As incertezas sobre o transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz e as restrições no tráfego de petroleiros pelo Mar Vermelho continuam a pressionar os preços da commodity. Com as negociações diplomáticas entre Washington e Teerã paralisadas, o temor de novos impactos na oferta global de energia segue como um dos principais riscos monitorados pelos operadores, mantendo a volatilidade elevada no setor de commodities.

O M1 Metrópole segue acompanhando de perto os desdobramentos da economia nacional e internacional, trazendo análises precisas e o contexto necessário para que você compreenda como as movimentações do mercado impactam o seu cotidiano. Continue conosco para se manter informado com credibilidade e profundidade sobre os temas que movem o Brasil e o mundo.

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