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Sociedade Brasileira de Diabetes atualiza diretrizes e prioriza combate à obesidade

Sociedade Brasileira de Diabetes atualiza diretrizes e prioriza combate à obesidade
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A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) oficializou, nesta quarta-feira (19), uma mudança significativa nas diretrizes para o tratamento clínico da doença no país. A nova orientação estabelece que o combate à obesidade deve ser integrado de forma obrigatória ao manejo do diabetes, deixando de ser uma abordagem opcional para se tornar um pilar central na assistência aos cerca de 16 milhões de brasileiros que convivem com o diagnóstico.

A atualização visa frear o avanço do diabetes tipo 2, a forma mais prevalente da condição, que responde por até 95% dos casos. Com a nova norma, médicos passam a ter a responsabilidade de tratar o excesso de peso não apenas como uma comorbidade associada, mas como um alvo terapêutico direto, visando prevenir o surgimento da doença em indivíduos pré-diabéticos e evitar complicações severas em pacientes já diagnosticados.

Mudança de paradigma no controle glicêmico

Historicamente, o tratamento do diabetes concentrava-se quase exclusivamente no controle dos níveis de glicose no sangue. Contudo, a nova diretriz da SBD propõe uma visão sistêmica. Segundo o endocrinologista Marcello Bertoluci, coordenador do documento, o foco se expande para o gerenciamento da adiposidade, que compromete o funcionamento dos órgãos e eleva o risco de doenças cardiovasculares.

A recomendação é clara: ao identificar níveis de glicose ligeiramente elevados, o profissional deve iniciar o monitoramento e o tratamento ativo da obesidade. Isso inclui, quando necessário, a prescrição de medicamentos específicos, como as chamadas canetas emagrecedoras, que têm demonstrado eficácia na remissão de quadros iminentes de diabetes.

Impacto da obesidade no cenário nacional

A decisão da SBD responde a um cenário epidemiológico preocupante. Dados do sistema Vigitel indicam que a obesidade nas capitais brasileiras registrou um crescimento de 118% entre 2006 e 2024. Esse aumento é um dos motores principais para a resistência à insulina, condição na qual o corpo perde a capacidade de aproveitar o hormônio produzido pelo pâncreas, sobrecarregando o organismo.

O diabetes tipo 2, frequentemente associado a fatores como hipertensão, sedentarismo e excesso de peso, tem se tornado um desafio de saúde pública crescente. A integração do tratamento da obesidade nas diretrizes clínicas busca, portanto, atuar na raiz do problema, impedindo que o paciente evolua para um quadro crônico de difícil controle.

Monitoramento e novas estratégias de tratamento

Com a atualização, o médico deixa de ser um observador do peso do paciente para atuar como um agente ativo na redução da gordura corporal. A estratégia reforça que o tratamento medicamentoso, quando indicado, é uma ferramenta legítima e necessária para garantir a qualidade de vida e a longevidade dos pacientes.

Para aprofundar seu conhecimento sobre saúde pública e acompanhar as atualizações que impactam o bem-estar da população, continue lendo o M1 Metrópole. Nosso compromisso é levar até você informações relevantes, apuradas com rigor e contextualizadas com a realidade do Brasil.

Para mais detalhes técnicos sobre as novas recomendações, consulte o portal oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes.

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