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Dentista relata omissão de seguranças durante agressão cometida por empresário em São Paulo

Dentista relata omissão de seguranças durante agressão cometida por empresário em São Paulo
Giulia relatou que foi agredida com taco de beisebol e ameaçada com arma de choque. Ivo negou agressões e alegou ter sido atacado pela esposa Giulia Melo Falcão Vel Kos, de 27 anos, relatou agressões de marido — Foto: Arquivo Pessoal

A cirurgiã-dentista Giulia Melo Falcão Vel Kos, de 27 anos, viveu momentos de terror no último sábado (15) ao ser agredida pelo marido, o empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. O caso, que ganhou repercussão após a vítima publicar fotos dos ferimentos em suas redes sociais, levanta um debate urgente sobre a responsabilidade de terceiros diante de episódios de violência doméstica.

Segundo o relato de Giulia, as agressões tiveram início ainda dentro do veículo do casal e se estenderam até a residência onde moravam. Em um momento de desespero, a vítima afirma ter descido do carro e implorado por socorro a seguranças que atuavam na rua, mas não obteve auxílio. A defesa da dentista aponta que a omissão dos profissionais permitiu que o agressor continuasse a violência.

A atuação dos seguranças sob investigação

O advogado Fabio Fajolli, que representa a vítima, sustenta que dois profissionais presenciaram o ataque. Enquanto um teria apenas observado a cena sem intervir, o segundo é acusado de ter auxiliado o empresário a arrastar Giulia para dentro do imóvel, onde, segundo ela, as agressões continuaram por cerca de 40 minutos. A defesa busca agora a responsabilização criminal desses indivíduos por omissão e participação ativa.

Em nota, o Grupo Previx, empresa de segurança que atua na região, contestou a versão apresentada pela defesa. A companhia afirmou que um de seus agentes, ao identificar a situação, acionou a Polícia Militar e permaneceu no local para prestar apoio. A empresa ressaltou, contudo, que o segundo profissional citado pela vítima não integra seu quadro de funcionários, tratando-se de um segurança particular da rua, conhecido como “guariteiro”.

O histórico e a prisão preventiva

Ivo Vel Kos, conhecido no mercado financeiro por sua atuação na Faria Lima, foi preso em flagrante na madrugada de sábado. A prisão foi posteriormente convertida em preventiva pela Justiça. Em seu depoimento, o empresário negou as acusações de agressão com taco de beisebol e ameaças com arma de choque, alegando que foi a esposa quem o atacou após uma discussão motivada por consumo de álcool.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que, até o momento, não há uma investigação instaurada especificamente contra os seguranças, mas que eventuais desdobramentos dependerão da análise dos fatos pelas autoridades competentes. A Polícia Civil deve utilizar imagens de câmeras de monitoramento da região para esclarecer a dinâmica da abordagem e a conduta dos profissionais presentes no momento do crime.

Relevância social e o combate à violência

O caso de Giulia Falcão traz à tona a dificuldade enfrentada por vítimas de violência doméstica em ambientes urbanos, onde a presença de vigilância privada nem sempre se traduz em proteção. A decisão da dentista de tornar o caso público, expondo fotos de suas lesões, reflete uma tentativa de romper o ciclo de silenciamento que, segundo ela, ocorria em episódios anteriores, nos quais o marido negava as agressões e mantinha uma imagem pública de “bom-moço”.

A vítima, que já solicitou medida protetiva, enfrenta agora um processo de recuperação física e jurídica. Enquanto a investigação avança na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Norte, o caso serve como um alerta para a importância da intervenção cidadã e da responsabilidade corporativa em situações de flagrante delito. Para acompanhar os desdobramentos deste e de outros casos que impactam a sociedade, continue lendo o M1 Metrópole, seu portal de referência para informações precisas e contextualizadas.

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