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A ascensão das influenciadoras da solidão e o debate sobre o estilo de vida solitário

A ascensão das influenciadoras da solidão e o debate sobre o estilo de vida solitário
Yang Tian

Nas redes sociais, um nicho específico tem ganhado tração ao desafiar tabus sobre a vida moderna: as chamadas influenciadoras da solidão. Com vídeos que retratam rotinas de mulheres solteiras, sem filhos e que frequentemente realizam atividades cotidianas desacompanhadas, essas criadoras de conteúdo estão transformando a percepção pública sobre o isolamento. O que antes era visto como um sinal de fracasso social, agora é apresentado como uma escolha consciente pautada na autonomia e no autocuidado.

A rotina como forma de conexão digital

O fenômeno ganhou força com criadoras como Lana Isa, que reside em Toronto, no Canadá. Em seus vídeos, ela documenta desde jantares simples até passeios noturnos, acumulando milhões de visualizações. A narrativa central não é de tristeza, mas de uma independência que ressoa com milhares de seguidores que também vivenciam o isolamento, seja por mudanças geográficas, transições de carreira ou o impacto residual de períodos de restrição social, como os vividos durante a pandemia.

Para muitas dessas mulheres, a exposição online serve como um mecanismo de validação. Ao compartilhar a realidade de não ter um círculo social próximo, elas encontram uma comunidade virtual que se sente

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