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Justiça de São Paulo determina soltura do vereador Senival Moura

Justiça de São Paulo determina soltura do vereador Senival Moura
Reprodução G1

Decisão judicial altera prazo de prisão temporária

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou, nesta semana, a soltura do vereador Senival Moura. O parlamentar, que se afastou do PT após o início das investigações, é alvo de apurações que buscam esclarecer um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.

A decisão foi proferida pela desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11.ª Câmara Criminal do tribunal. O entendimento da magistrada baseou-se na interpretação de que o prazo legal para a prisão temporária do investigado deveria ser de 5 dias, e não de 30 dias, como havia sido estabelecido anteriormente em instâncias inferiores.

Contexto da Operação Última Parada

A soltura de Senival Moura ocorre no âmbito da Operação Última Parada, deflagrada em 25 de junho pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação aponta que a empresa de ônibus Transunião teria sido utilizada como fachada para movimentar e ocultar recursos ilícitos oriundos, majoritariamente, do tráfico de drogas.

Em junho, o impacto da operação foi significativo, com a Justiça determinando o bloqueio de R$ 194 milhões em contas bancárias dos investigados. Além das restrições financeiras, houve o sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e embarcações que estariam ligados ao grupo criminoso. O caso segue sob análise detalhada de documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos.

Defesa reforça colaboração com as autoridades

Em nota oficial, a defesa do vereador afirmou que a decisão do TJ-SP reconhece a ausência de fundamentos concretos e individualizados que justificassem a continuidade da prisão cautelar. Os advogados destacaram que, desde o início do inquérito em 2022, o parlamentar manteve residência fixa e endereço funcional conhecidos, além de exercer suas atividades públicas sem qualquer tentativa de obstruir o trabalho da polícia ou da Justiça.

A defesa reiterou que Senival Moura permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com a elucidação dos fatos. O texto enfatiza que o vereador, com mais de duas décadas de vida pública, nega qualquer vínculo com organizações criminosas e confia que a origem lícita de seu patrimônio será comprovada ao longo do processo.

Complexidade das investigações em curso

Embora tenha concedido a liberdade, o Poder Judiciário mantém o rigor na condução do caso. Magistrados envolvidos no processo ressaltaram anteriormente que a complexidade da investigação exige tempo para a análise forense de dados, extração de informações de celulares e a catalogação de documentos. O objetivo é garantir a integridade da cadeia de custódia e a veracidade das provas coletadas.

A expectativa é que, com o avanço das perícias técnicas, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) possa avançar nas denúncias. Enquanto isso, o M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desta investigação, que toca em pontos sensíveis da administração pública e da segurança do transporte coletivo na maior metrópole do país. Continue conosco para atualizações sobre este e outros temas relevantes da política e do cotidiano.

Para mais detalhes sobre o andamento de operações policiais no estado, consulte o portal oficial do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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