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Futebol perde fôlego no Brasil e atinge 64% de interesse, aponta Datafolha

Futebol perde fôlego no Brasil e atinge 64% de interesse, aponta Datafolha

O futebol, historicamente consolidado como a principal paixão nacional brasileira, atravessa um momento de oscilação no engajamento do público. Segundo levantamento recente realizado pelo Datafolha, 64% da população declara ter algum nível de interesse pela modalidade. O índice, embora ainda representativo, revela uma queda em comparação à pesquisa anterior, conduzida em 2023, quando o patamar de interessados alcançava 72%.

Perfil do torcedor e disparidades no engajamento

O estudo, realizado nos dias 22 e 23 de julho, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, abrangendo 139 municípios em todas as regiões do país. Entre os entrevistados, 28% afirmaram ter “muito interesse” pelo esporte, enquanto 35% declararam ter “um pouco de interesse”. Em contrapartida, a parcela da população que se diz indiferente ao futebol cresceu, saltando de 28% para 36% no período de um ano.

Os dados revelam recortes demográficos distintos. O interesse masculino permanece superior, com 77% de adesão, enquanto entre as mulheres o índice é de 52%. Além disso, a escolaridade aparece como um fator determinante: enquanto 49% das pessoas com ensino fundamental acompanham o futebol, esse número sobe para 75% entre aqueles que possuem ensino superior, sugerindo que o consumo do esporte está intrinsecamente ligado a diferentes camadas sociais e hábitos de acesso à informação.

Impacto da Copa do Mundo e o cenário pós-torneio

A pesquisa foi divulgada logo após o encerramento da Copa do Mundo, marcada pela vitória da Espanha sobre a Argentina. O desempenho da Seleção Brasileira, que foi eliminada nas oitavas de final após uma derrota por 2 a 1 para a Noruega, pode ter influenciado diretamente a percepção do torcedor. O resultado, considerado decepcionante por grande parte da crítica e dos fãs, reflete um período de instabilidade técnica que impacta a conexão emocional com a torcida.

Aposta na Copa do Mundo feminina de 2027

Diante do cenário de queda no interesse geral, o setor esportivo volta suas atenções para o próximo ciclo, que terá o Brasil como sede da Copa do Mundo feminina em 2027. A expectativa é que o evento atue como um catalisador para reverter a tendência de desinteresse, aproveitando a visibilidade e a qualidade técnica demonstrada pela seleção feminina, que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris.

O presidente da CBF, Samir Xaud, destacou o potencial transformador do torneio. “É motivo de muito orgulho sediar a Copa do Mundo feminina. Será uma oportunidade de mostrar ao mundo a nossa paixão pelo futebol e, principalmente, a força do futebol feminino brasileiro. Temos a certeza de que este será um Mundial transformador, capaz de inspirar meninas em todas as regiões do Brasil e deixar um legado duradouro”, afirmou o dirigente.

Para acompanhar os desdobramentos sobre o cenário esportivo nacional e as preparações para os grandes eventos que o Brasil receberá nos próximos anos, continue navegando pelo M1 Metrópole. Nosso portal mantém um compromisso rigoroso com a apuração de fatos, trazendo análises aprofundadas e o contexto necessário para que você compreenda as transformações culturais e sociais do país.

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